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Home Cultura

Belém começa a nascer: ganha forte, capela, casas, ruas, praça, religiosos e administrador

Oswaldo Coimbra por Oswaldo Coimbra
11/09/2026
in Cultura
Belém começa a nascer: ganha forte, capela, casas, ruas, praça, religiosos e administrador
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Primeiro conjunto de edificações

Os membros da expedição de Francisco Caldeira Castelo Branco que saíram de São Luís, no final de 1615, com a missão de fundar Belém, não levantaram, no novo povoado, inicialmente, somente um forte, mas um conjunto de edificações. 

Este conjunto havia:

O forte, em primeiro lugar.

O qual, como toda edificação rústica, logo veio a necessitar de reparos. 

Casas de palhas, em segundo lugar.

Igualmente rústicas, próximas ao forte.

Nelas, se recolheram os 150 membros da expedição. 

Portanto, como tinham espaço para abrigá-los, o grupo delas não poderia ser pequeno.

A capela, em terceiro lugar.

Era dedicada à Nossa Senhora da Graça.

E feita de taipa, com cobertura de palhas não ressequidas. 

Uma ermida muito humilde.

Casas para colonos

Além dos soldados, cerca de 50 outras pessoas poderão ter viajado com Castelo Branco.

A presença de um número de passageiro, nas três naus utilizadas na viagem do Capitão-Mor, superior aos 150 soldados é registrada por mais de um cronista. 

Roberto Southey, no seu livro de 1862, “História do Brasil”, por exemplo, afirma que Castelo Branco encetou sua jornada com 200 homens. 

Para estes outros passageiros terá existido a necessidade de levantar abrigos, fora dos muros dos fortes. 

Primeiro Administrador

Em 1617, Belém já tinha seu Administrador, chamado na época, de Provedor. 

Era Manoel de Souza de Eça.

O Provedor era a autoridade máxima da administração fazendária colonial, subordinado diretamente aos órgãos da metrópole, aos quais devia prestar contas. 

Foi ele quem assinou o despacho da petição de Maria Cabral, junto com o próprio Castelo Branco, obtendo a oficialização das propriedades que o Capitão-mor tinha posto em nome dela, como se fosse proprietário de todos os bens da colônia.

Primeira ordem religiosa

No dia 22 de junho de 1617, ao lado do terreno do forte, instaram-se quatro religiosos franciscanos, entre os quais, os freis Antônio de Merciana e Sebastião do Rosário.

Instalaram-se numa casa que Castelo Branco havia assumido como também de propriedade dele, situada ao lado do forte. 

Os dois religiosos iriam ter papeis importantes no destino do Capitão-Mor.

A primeira rua

Os soldados e os colonos, após um período de confinamento no forte, temerosos de ataques dos índios, se sentiram à vontade para começar a penetrar na floresta, nas proximidades do forte.

Com a movimentação deles, um primeiro caminho, dentro da mata, já estava aberto por eles, em 1617. 

Tinha cerca de 300 metros. 

Iniciava-se nas proximidades do forte e se prolongava pela margem do rio, no sentido norte-sul. 

Terminava numa das maiores ladeiras de Belém. 

Tornou-se a primeira rua do povoado, recebendo a denominação de Rua do Norte, é a atual Rua Siqueira Mendes. 

Segunda ordem religiosa

Ao final da rua se fixariam os padres da segunda ordem religiosa a chegar a Belém, a dos carmelitas.

Ruas paralelas:

Paralelamente à Rua do Norte, surgiriam, depois, mais dois caminhos.

Foram chamados, então, de Rua do Espírito Santo (atual Rua Doutor Assis) e Rua dos Cavaleiros (atual Rua Doutor Malcher). 

Aparência das ruas

Eram terrivelmente estreitas. Não niveladas. 

Suas larguras variavam muito. 

Num trecho, uma delas podia ser duas vezes mais larga que em outro. 

Só seriam capinadas quando nelas fossem passar alguma procissão. 

Por isto, viravam lamaçais, nos períodos de chuvas intensas. 

Mais tarde, nelas circulariam tanto pessoas a pé ou a cavalo, como também, em redes ou cadeirinhas, transportadas por escravos. 

As ruas serviam para ligar as residências ao ponto de maior importância da vida do povoado, onde ficava o seu centro.   

As casas dos colonos: suas fases

Primeira fase

Durante todo o período colonial, a maioria das casas foram feitas artesanalmente, pelo proprietário, às vezes, com a ajuda de vizinhos, como ocorre ainda hoje entre a população pobre.  

Estas casas, inicialmente, eram toscos abrigos, de madeira simples, com paredes e coberturas de palhas. 

Nelas, os colonos, no Gram-Pará, usavam: cipós longos e resistentes das matas, as variadas palmeiras, as varas flexíveis. 

Tudo por influência da cultura indígena. 

Suas casas tinham “chão batido”, portadas em ripada leve, esteiras nos vãos, chamadas de urupemas, cobertura de palha de pindoba ou ubuçu.

Segunda fase

Num segundo momento foram feitas casas com levantamento de esteios,madeiras regularmente traçadas, enchimento das paredes com o barrodisponível na área, e, caiação de sernambi, extraído das conchas.

Mas, ainda, com cobertura de palha.

Quase não havia penetração de luz em seu interior.

Terceira fase 

Depois, apareceram as obras de taipa de pilão, feitas com caixas de madeira de maior largura, que permitiam socar, junto com o barro, seixos apanhados nos rios ou coletados na superfície dos terrenos. 

O adicionamento de cal permitiu a garantia de estruturas duradouras, de alta resistência. 

A técnica, que ainda incluía coberturas de palha, foi usada extensamente quando o povoado cresceu, nas melhores residências, nos prédios públicos e em igrejas. 

Melhoria das primeiras moradias

Dependeu da chegada num povoado de um oficial mecânico, como um mestre pedreiro, por exemplo, que era ligado às construções. 

Em Belém, há o registro da presença de um oficial pedreiro, três anos depois da chegada de Castelo Branco, isto é, em 1619. 

Seu nome: Domingos Fernandes. 

Era natural da Ilha Terceira.

As propriedades de Maria Cabral, 

Cerca de um ano depois da fundação de Belém, na Rua do Norte, próximo do atual Largo do Carmo, a mulher de Castelo Branco, Maria Cabral, já tinhaassegurado para ela:

Um sobrado, de madeira: 

Na época, era um tipo de edificação superior em relação à casa térrea, típica do colono comum, improvisada construção de emergência, embora os dois tipos de moradia tivessem alguns pontos coincidentes. 

Ambas possuíam, como compartimentos básicos, duas salas. 

A da frente, para o contato da família com o mundo exterior. 

E a dos fundos, para uso privativo. 

Entre as duas salas, havia a alcova. 

A circulação de pessoas se fazia por um corredor longitudinal, que atravessava a residência. 

Nos sobrados esta utilização dos espaços era obedecida no andar superior. 

O térreo, neste caso, servia como depósito ou para instalar escravos. 

Nos dois tipos de moradia havia uma puxada para a realização dos trabalhos domésticos. 

Porém, o piso da casa térrea era o de “chão batido”, associado à pobreza.

O piso do sobrado era assoalhado.

Os telhados do sobrado se compunham de duas águas, uma cobertura formada por duas superfícies inclinadas, que se encontram em um ponto central, criando uma cumeeira, e, proporcionando escoamento eficiente da água da chuva.

Uma olaria.

Com forno e oficinas, onde se produziam telhas e tijolos para as obras da cidade e do forte, em particular, quando as construções do povoado passaram a utilizar estes materiais.

Casas.

Onde viviam os empregados da olaria.

Uma capela.

Em homenagem à Santa Febrônia.

A primeira igreja matriz

Em 1618, os tupinambás, que tinham recebido, amistosamente, os portugueses se revoltaram contra o tratamento desumano dispensado a eles por Castelo Branco. 

Num episódio conhecido por Levante dos Tupinambás, por muito pouco, não dizimaram os soldados, numa tentativa de invasão do forte. 

Depois disto, por necessidade de segurança, o forte que não podia mais permanecer com seus portões abertos para a frequência dos colonos à capela de Nossa Senhora da Graça.

A capela, foi, então, transferida do seu interior para a parte externa do forte. 

Onde, no futuro, surgiria a atual Igreja da Sé. 

Na época, a capela transformada em matriz, foi reconstruída em taipa de pilão, embora permanecesse coberta de palha. 

A primeira praça.

Diante da capela-matriz surgiu a primeira praça de Belém. 

Naquele período, eram em praças como aquela que, nas colônias portuguesas, as populações locais se reuniam, depois das missas. 

Por ocasião destas reuniões, os negociantes aproveitavam para vender suas mercadorias, e, isto provocava a instalação de comércio nestas praças.

Mais tarde, estes comerciantes foram transferidos para a Via dos Mercadores, atual Rua João Alfredo, o caminho que surgiu em direção ao segundo bairro do povoado

Conquanto confluísse para as praças toda a vida dos povoados, nem por isto elas eram calçadas. 

Aliás, nem mesmo traçado regular elas tinham. 

Segunda igreja

Na primeira praça de Belém, perto do forte, uma nova capela seria levantada, seis anos após a chegada de Castelo Branco, pelo sanguinário capitão-mor Bento Maciel Parente. 

Seria dedicada a Santo Cristo. 

Tinha um único altar. 

Ficava próxima ao fosso do forte, e, de frente para a praça. 

Aquela capela de Santo Cristo existiu, ali, durante 166 anos. 

A capela de São João

Também seis anos depois da fundação do povoado, o mesmo Bento Maciel Parente construiu uma segunda capela, nas imediações da Rua dos Cavaleiros, a terceira rua de Belém, atual Rua Doutor Malcher. 

A capela foi dedicada a São João Batista. 

A quarta rua

Para que os fiéis pudessem ter acesso à capela de São João foi aberto mais um caminho, paralelo à terceira rua.

Ele se tornou a Rua de São João, atual Rua Tomázia Perdigão.

O primeiro bairro

Quando as quatro primeiras ruas de Belém começaram a ser cortadas por caminhos transversais a elas, e igualmente paralelos entre si, o povoado passou a ter o seu primeiro gradeado de ruas. 

O primeiro destes caminhos transversais foi chamado de Rua do Atalaia, e, é, hoje a Rua Joaquim Távora. 

Com o primeiro gradeado de ruas, surgiu o primeiro bairro, o Cidade, atual Cidade Velha. 

Este gradeado de ruas de Belém lembrava um pouco o que era feito, dentro do planejamento urbanístico nas colônias 

(Ilustração: O primeiro gradeado de ruas, no mapa de 1791, de Teodósio Chermont)

Belém begins to take shape: it gains a fort, a chapel, houses,

streets, a square, religious figures, and an administrator.

The first group of buildings

The members of Francisco Caldeira Castelo Branco’s expedition—whodeparted from São Luís in late 1615 with the mission of founding Belém—did not initially erect merely a fort in the new settlement, but rather a complex of buildings.

This complex included:

The fort, first and foremost.

Which, like any rustic structure, soon required repairs.

Thatched houses, secondly.

Also rustic, and located near the fort.

The 150 members of the expedition took shelter in them.

Therefore, since there was space to house them all, the group of housescould not have been small.

The chapel, thirdly.

It was dedicated to Our Lady of Grace (*Nossa Senhora da Graça*).

And constructed of rammed earth (*taipa*), with a roof of fresh thatch.

A very humble hermitage.

Houses for colonists

In addition to the soldiers, around 50 other people may have traveled withCastelo Branco.

The presence of a number of passengers exceeding the 150 soldiers—aboardthe three ships used for the Captain-Major’s voyage—is recorded by more than one chronicler.

Roberto Southey, for instance, states in his 1862 book *History of Brazil* that Castelo Branco began his journey with 200 men.

Shelters would have needed to be built for these other passengers outside thefort’s walls.

First Administrator

By 1617, Belém already had its own administrator (*Provedor*).

It was Manoel de Souza de Eça.

The *Provedor* (Superintendent) was the highest authority in the colonial treasury administration, reporting directly to the authorities in the mothercountry, to whom he was accountable.

It was he who signed the official ruling on Maria Cabral’s petition—alongside Castelo Branco himself—thereby formalizing the properties the*Capitão-Mor* (Captain-Major) had placed in her name, acting as though heowned all the colony’s assets.

First religious order

On June 22, 1617, four Franciscan friars—including Friars Antônio de Merciana and Sebastião do Rosário—settled on the land next to the fort.

They took up residence in a house located beside the fort—a propertyCastelo Branco had also claimed as his own.

These two friars would play significant roles in the *Capitão-Mor*’s destiny.

The first street

After a period of confinement within the fort due to fears of Indigenousattacks, the soldiers and colonists felt secure enough to begin venturing intothe forest surrounding the stronghold.

Through their movements, they carved out an initial path through the woodsin 1617.

It spanned approximately 300 meters.

It began near the fort and ran along the riverbank in a north-south direction.

It ended at one of Belém’s steepest slopes.

It became the settlement’s first street, named *Rua do Norte* (North Street); today, it is known as *Rua Siqueira Mendes*.

Second religious order

At the end of this street, the priests of the second religious order to arrive in Belém—the Carmelites—would establish themselves.

Parallel streets:

Two additional paths would later emerge parallel to *Rua do Norte*.

They were named *Rua do Espírito Santo* (now *Rua Doutor Assis*) and*Rua dos Cavaleiros* (now *Rua Doutor Malcher*).

Appearance of the streets

They were terribly narrow and unpaved. Their widths varied greatly.

In one stretch, a street might be twice as wide as in another.

They were only cleared of weeds when a procession was due to passthrough.

Consequently, they turned into quagmires during periods of heavy rain.

Later, they would be traversed by people on foot or on horseback, as well as by those carried in hammocks or sedan chairs by enslaved people.

The streets served to connect residences to the most important point in thesettlement’s life—its center.

Settler houses: their phases

First phase

Throughout the colonial period, most houses were built by hand by theowner—sometimes with the help of neighbors, a practice that persists amongthe poor population to this day.

Initially, these houses were crude shelters made of simple timber, featuringwalls and roofs of thatch.

In the Grão-Pará region, settlers utilized long, sturdy forest vines, varioustypes of palm trees, and flexible poles.

All of this was influenced by Indigenous culture.

These houses featured packed-earth floors, lightweight slatted doorways, woven mats (known as *urupemas*) covering the openings, and roofsthatched with *pindoba* or *ubuçu* palm fronds.

Second phase

At a later stage, houses were built using a framework of upright posts andregularly hewn timber; the walls were filled with locally available clay andwhitewashed with lime derived from seashells.

However, they still featured thatched roofs.

Very little light penetrated the interiors.

Third phase

Later, *taipa de pilão* (rammed earth) construction appeared, utilizing widewooden forms that allowed for the ramming of river pebbles or surface stones into the clay mixture.

The addition of lime ensured durable, high-strength structures.

This technique—which still employed thatched roofing—was widely used as the settlement grew, appearing in the finest homes, public buildings, andchurches.

Improvements to early dwellings

These improvements depended on the arrival of a skilled tradesman—suchas a master mason—in the settlement.

In Belém, there is a record of a master mason’s presence three years after thearrival of Castelo Branco—that is, in 1619.

His name was Domingos Fernandes.

He was a native of Terceira Island. 

Maria Cabral’s Properties

About a year after the founding of Belém, on Rua do Norte—near what isnow Largo do Carmo—Castelo Branco’s wife, Maria Cabral, had alreadysecured the following for herself:

A two-story wooden house:

At the time, this type of building was considered superior to the single-story house—typical of the common colonist and often an improvised, emergencystructure—although the two housing types shared certain features.

Both featured two main rooms as their basic layout.

The front room was for the family’s interaction with the outside world.

The back room was for private use.

An *alcova* (inner chamber) was situated between the two rooms.

Movement within the house took place along a longitudinal corridor that ranthrough the residence.

In two-story houses, this spatial arrangement was replicated on the upperfloor.

In such cases, the ground floor served as a storage area or quarters for enslaved people.

Both housing types included an extension or lean-to for domestic chores.

However, the single-story house had a packed-earth floor, which wasassociated with poverty.

The two-story house featured wooden flooring.

The roof of the two-story house was a gable roof—a covering formed by twosloping surfaces meeting at a central point to create a ridge, thereby ensuringefficient rainwater runoff.

A pottery workshop.

Equipped with a kiln and workshops, it produced roof tiles and bricks for construction projects in the city and the fort—particularly once thesettlement’s buildings began using these materials.

Houses.

Where the pottery workers lived.

A chapel.

Dedicated to Saint Febronia.

The first parish church.

In 1618, the Tupinambá people—who had initially welcomed the Portuguese—revolted against the inhumane treatment they suffered at the hands ofCastelo Branco.

In an event known as the Tupinambá Uprising, they nearly wiped out thesoldiers during an attempt to storm the fort.

Consequently, for security reasons, the fort could no longer keep its gatesopen to allow colonists access to the Chapel of Our Lady of Grace.

The chapel was therefore relocated from inside the fort to the area outside its walls.

This was the site where the current Cathedral (Igreja da Sé) would eventuallybe built.

At the time, the chapel—now elevated to the status of parish church—wasrebuilt using rammed earth, though it retained its thatched roof.

The first public square.

Belém’s first public square emerged in front of the parish church.

In Portuguese colonies during that era, such squares were the places wherelocal populations gathered after Mass.

Merchants took advantage of these gatherings to sell their goods, leading tothe establishment of commercial activity in the squares.

Later, these merchants were relocated to the *Via dos Mercadores* (Merchants’ Way)—now João Alfredo Street—a thoroughfare that haddeveloped leading toward the settlement’s second district.

Although the life of the settlement converged on these squares, theyremained unpaved.

In fact, they did not even follow a regular layout. 

The second church

In Belém’s first square, near the fort, a new chapel was erected six yearsafter Castelo Branco’s arrival by the bloodthirsty Captain-Major Bento Maciel Parente.

It was dedicated to Santo Cristo.

It had a single altar.

It stood near the fort’s moat, facing the square.

That Santo Cristo chapel stood there for 166 years.

The Chapel of São João

Also six years after the settlement was founded, the same Bento Maciel Parente built a second chapel near Rua dos Cavaleiros—Belém’s third street, now known as Rua Doutor Malcher.

The chapel was dedicated to Saint John the Baptist.

The fourth street

To provide the faithful with access to the Chapel of São João, another path was opened, running parallel to the third street.

It became Rua de São João, now known as Rua Tomázia Perdigão.

The first neighborhood

When the first four streets of Belém began to be intersected by cross-streets—which were also parallel to one another—the settlement acquired its firststreet grid.

The first of these cross-streets was named Rua do Atalaia; today, it is knownas Rua Joaquim Távora.

With this initial street grid, the first neighborhood emerged: “Cidade” (City), now known as Cidade Velha (Old City).

Belém’s street grid bore a resemblance to the urban planning practices usedin the colonies.

(Illustration: The first street grid, from Teodósio Chermont’s 1791 map)

Tags: Belém do ParácolunaculturaDestaqueHistória
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Oswaldo Coimbra

Oswaldo Coimbra

Oswaldo Coimbra é escritor, jornalista e pesquisador. Email: oswaldocoimbra1@gmail.com

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