A manhã desta quinta-feira (8) foi marcada por violência na Avenida Júlio César, no bairro do Maracangalha, em Belém. Um homem identificado como Gerlanderson de Souza Piedade, de 34 anos, foi morto a tiros em plena via pública, enquanto trabalhava em uma borracharia localizada na esquina da avenida com a rua Santos Drumond.
Segundo informações repassadas pela Polícia Militar, o crime ocorreu por volta das 11h30. Gerlanderson estava de costas para a rua, calibrando um pneu, quando dois homens chegaram em uma motocicleta. O primeiro disparo foi efetuado ainda no local de trabalho da vítima. Ao perceber o ataque, o borracheiro tentou correr para escapar, mas foi perseguido e atingido por outros três tiros disparados pelo garupa da moto.
Mesmo ferido, Gerlanderson conseguiu percorrer alguns metros, mas caiu ao lado de uma igreja próxima, onde morreu antes da chegada do socorro médico. A suspeita dos familiares é de que ele tentava se refugiar no templo religioso, numa última tentativa de escapar do executor.
Após o ataque, os criminosos fugiram e, até o momento, não foram localizados. A Polícia Militar isolou a área para o trabalho da perícia, enquanto moradores e colegas de trabalho acompanhavam a movimentação, ainda em choque com a cena.
Familiares da vítima estiveram no local e relataram que Gerlanderson trabalhava há anos na borracharia, de onde tirava o sustento da família. Eles afirmaram ainda que o homem não comentava sobre ameaças recentes. Apesar de mencionar que ele já havia sido preso no passado, os parentes não souberam informar detalhes ou possíveis ligações com o crime.
Testemunhas contaram à polícia que, desde a tarde de quarta-feira (7), um carro teria sido visto rondando a área onde funciona a borracharia. Em tom de brincadeira, chegaram a alertar Gerlanderson para correr caso algo acontecesse, sem imaginar que o alerta se tornaria realidade horas depois.
A Polícia Científica do Pará confirmou que a vítima foi atingida por quatro disparos de arma de fogo. Após a perícia, o corpo foi removido para o Instituto Médico Legal (IML). A Polícia Civil abriu inquérito e investiga a motivação e a autoria do homicídio.















