Uma semana depois de um jovem ter sido decapitado em Belém, outro crime com o mesmo grau de extrema violência foi registrado no Pará, desta vez, em Paragominas, na Região do Rio Capim, sudeste do Estado. Assim como o crime da capital, a polícia ainda não sabe quem foi o autor e qual a motivação do homicídio do interior.
Identificado apenas como Severino Chaves Rodrigues, o homem estava com a cabeça separada do corpo e com várias marcas de agressões, jogado à margem da Rodovia dos Pioneiros, onde foi encontrado por populares, na manhã desta terça-feira (18).
A Polícia Científica foi chamada para o local do homicídio, fez a perícia no cadáver e na cena do crime e removeu o corpo para o necrotério da unidade do Instituto Médico Legal local, onde o exame necroscópico vai apontar se ele foi morto antes de ter a cabeça decepada ou durante os golpes no pescoço.
A Divisão de Homicídios da Delegacia Seccional da Polícia Civil de Paragominas assumiu o comando das investigações e tenta solucionar o caso. Até o momento, ninguém foi preso.
Uma semana atrás, um crime com os mesmos requintes de crueldade foi registrado em Belém. A vítima, um jovem aparentando 18 anos, foi assassinada e teve a cabeça separada do corpo, na madrugada de quarta-feira (12), no Bairro do Guamá, em Belém, deixando os moradores da área chocados com tamanha violência.
O corpo do rapaz estava jogado na Passagem João de Deus, próximo da Passagem Pinheiro, em cima de uma poça de sangue. A cabeça, que foi separado do corpo provavelmente com golpes de facão, estava a cerca de dois metros de distância do cadáver.
Crimes desse tipo, com extremo grau de violência, já foram registrados durante rebeliões e brigas entre facções criminosas, dentro de presídios paraenses, como demonstração de poder paralelo ao Estado.
Ao que tudo indica, uma vez soltos, após cumprirem penas ou por receberem benefícios temporários da Justiça, os faccionados estão transformando as ruas em campos de guerra, eliminando inimigos da mesma forma como faziam na cadeia.
Ou existe outra explicação para tanta violência?















