Um homem de alta periculosidade, acusado de matar um policial militar e ferir outro, com a ajuda de seis comparsas, durante uma emboscada, foi condenado pelo Tribunal do Júri da Comarca de Ipixuna do Pará a 26 anos e 4 meses de prisão em regime fechado.
O júri, presidido pelo juiz José Antônio Pontes Júnior, foi realizado ontem, naquele município da Região do Rio Capim, nordeste paraense. O réu Gilberto Soares da Silva, o “Bebel”, foi denunciado pelo homicídio qualificado do policial militar Eliseu Rosa de Souza, pela tentativa de homicídio do também policial militar, Luciano Guilherme Pinheiros dos Santos e pelo crime de corrupção de menores, tendo em vista que recrutou quatro adolescentes para a prática dos crimes.
A pena foi agravada pelos crimes terem sido cometidos por motivação fútil e terem sido praticados mediante emboscada dos policiais.
Segundo a denúncia do Ministério Público, no dia 6 de agosto de 2013, por volta das 14 horas, o acusado, acompanhado de mais dois comparsas e quatro adolescentes, atraiu os policiais para o local do crime, após mandar um dos adolescentes comunicar pessoalmente aos policiais uma falsa ocorrência de roubo, na ponte do Candiruzinho, em Ipixuna do Pará.
Emboscados, os policiais foram alvejados, sendo que Eliseu Rosa de Souza foi atingido com tiro na cabeça e Luciano Guilherme Pinheiros dos Santos levou um tiro no maxilar. Este último foi socorrido e sobreviveu.
As investigações apontaram, ainda, que o réu já havia atirado contra o destacamento da Polícia Militar do município e que tinha anunciado que iria matar, ao menos, um policial. O juiz manteve a prisão preventiva do réu, negando-lhe, portanto, pedido para apelar da sentença em liberdade provisória. O réu já possui duas condenações anteriores.














