O escritor e psiquiatra Augusto Cury anunciou que pretende colocar seu nome à disposição como possível pré-candidato à Presidência da República nas eleições de 2026. Conhecido por livros de autoajuda e obras voltadas à psicologia e ao desenvolvimento pessoal, ele afirmou que busca um partido político que o convide para disputar o pleito.
Em mensagem divulgada em suas redes sociais, Cury afirmou que a eventual candidatura seria motivada por um desejo de contribuir com o país. Ele também ressaltou que não pretende se vincular a interesses partidários.
“Queridos amigos, eu não amo o poder e não preciso do poder. Mas me colocar como possível pré-candidato à Presidência da República em 2026 é uma doação a este país pelo qual sou apaixonado: o Brasil. Minha candidatura só será possível se houver um partido que me convide, pois desejo fazer uma política de Estado, e não de partidos. Caso não haja essa abertura ao diálogo, minha pré-candidatura não se viabilizará”, escreveu em suas redes sociais.
Durante o anúncio, o escritor também destacou sua trajetória profissional e a repercussão internacional de suas obras. Segundo ele, seus livros alcançaram leitores em diversos países ao longo dos anos.
Cury afirmou que tem uma “trajetória como construtor de conhecimento, com livros publicados em 90 países”.
— Algumas editoras me consideram o psiquiatra mais lido do mundo e também o autor mais lido do Brasil. Isso não me faz melhor nem maior do que ninguém, pelo contrário, aumenta a minha responsabilidade como ser humano e como ator social — disse.
Na coletiva de imprensa, Augusto Cury também mencionou algumas lideranças políticas do país e enviou cumprimentos ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ao senador Flávio Bolsonaro (PL) e aos governadores de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), e Ratinho Júnior (PSD), que também são apontados como possíveis pré-candidatos ao Palácio do Planalto. Ele justificou o gesto afirmando que se considera um “pacificador” e que essa postura o motivou a colocar seu nome à disposição.
— Eu sou um pacificador, amo a pacificação, e para mim concorrer ou colocar meu nome à disposição como possível pré-candidato é doação. Porque eu sou crítico ao culto à celebridade, não fiz muitas entrevistas ao longo da minha vida, raramente fiz marketing dos meus livros. Eu não amo o poder, eu não preciso do poder, para mim concorrer é um sacrifício, para minha família é um sacrifício. No passado eu já tinha falado disso para minha família, minhas três filhas entraram em crise. E por diversas circunstâncias acabei não entrando no teatro da política. Agora, eu tenho essa oportunidade, mas reitero, para mim só é digno do poder quem se curva diante da sociedade para servi-la – falou.
Além do anúncio da possível candidatura, o escritor também divulgou uma carta aberta à sociedade na qual apresenta diretrizes para um “projeto de Brasil de 2027 a 2050”. Entre as propostas citadas por ele estão mudanças institucionais e iniciativas voltadas ao desenvolvimento econômico e tecnológico.
Entre os pontos defendidos por Cury estão a reforma no Supremo Tribunal Federal (STF), com a criação de mandatos para os ministros da Corte, e a transição do sistema político brasileiro para o semipresidencialismo. Ele também menciona a necessidade de investir na formação de especialistas em inteligência artificial (IA) e robótica, além de defender o aumento da produção agropecuária.
O documento ainda inclui propostas voltadas à industrialização do país, políticas de regularização fundiária e a ampliação do ensino profissionalizante para adolescentes. Ao final da carta aberta, Cury apresenta princípios que afirma defender, entre eles a família, a propriedade privada e a liberdade de expressão, além de se posicionar contra o radicalismo político.















