Em uma reviravolta geopolítica e de segurança pública sem precedentes nas Américas, as Forças Armadas dos Estados Unidos executaram um ataque aéreo cirúrgico na Venezuela que resultou na morte de Héctor Rusthenford Guerrero Flores, amplamente conhecido como “Niño Guerrero”. Ele era o líder supremo e fundador da megafacção criminosa Tren de Aragua, recentemente classificada pelo governo americano como uma Organização Terrorista Estrangeira (FTO).
A confirmação do ataque foi feita inicialmente pelo presidente dos EUA, Donald Trump, na noite de sexta-feira, 12 de junho de 2026, por meio de sua rede social, Truth Social. Logo em seguida, o Pentágono e o Ministério das Comunicações da Venezuela ratificaram o sucesso da missão, revelando uma inédita e surpreendente cooperação militar e de inteligência entre Washington e Caracas.
Niño Guerrero, líder do Tren de Aragua indiciado nos EUA por extorsão, tráfico e suporte a terroristas. Fonte: Courthouse News
Detalhes táticos: O ataque cinético do Comando Sul
De acordo com comunicados oficiais divulgados pela imprensa dos EUA, a missão foi planejada e executada pelo Comando Sul dos Estados Unidos (SOUTHCOM). O secretário de Defesa americano, Pete Hegseth, detalhou em pronunciamento que a ação consistiu em um “ataque cinético rápido e letal” contra um complexo fortificado operado pelo grupo criminoso no estado de Bolívar, na região sudeste da Venezuela.
Junto ao anúncio oficial, a Casa Branca liberou imagens desclassificadas de inteligência gravadas por drones. O vídeo mostra o momento exato em que um projétil atinge uma instalação fortificada de telhado verde usada como base por Guerrero, desintegrando a estrutura em uma grande explosão.
“Sob minha liderança, os terroristas do Tren de Aragua não terão mais refúgio seguro na Venezuela ou em qualquer outro lugar. Nós encontraremos esses assassinos cruéis e senhores das drogas a qualquer hora, em qualquer lugar, e os enviaremos para as profundezas do inferno, que é o lugar deles”, declarou o presidente Trump.
Confirmação em Caracas: Uma cooperação inédita
Quebrando décadas de isolamento diplomático e hostilidade militar, o governo da Venezuela emitiu uma nota oficial confirmando a sua participação ativa no planejamento e execução da operação em Bolívar.
O Ministério das Comunicações venezuelano informou que forças de segurança locais atuaram em solo e entraram em confronto direto com células periféricas da gangue durante a incursão aérea americana. Conforme a nota de Caracas, a operação contou com suporte tecnológico altamente especializado de ambos os lados e um intenso fluxo de compartilhamento de inteligência bilateral.
O secretário de Defesa dos EUA reforçou que essa virada estratégica reflete o compromisso compartilhado entre os novos canais diplomáticos dos dois países para combater o narco-terrorismo e negar refúgio a cartéis internacionais no hemisfério ocidental.
Quem era “Niño Guerrero”
Héctor Rusthenford Guerrero Flores, de 43 anos, liderava o Tren de Aragua há mais de uma década. Ele comandava a expansão internacional da facção de dentro da própria prisão de Tocorón, na Venezuela, transformando o presídio em um quartel-general de luxo até sua fuga cinematográfica em setembro de 2023.
Utilizando o fluxo migratório na região, a organização espalhou tentáculos pela América do Sul e, mais recentemente, em grandes metrópoles dos Estados Unidos, envolvendo-se em:
Tráfico internacional de armas e cocaína;
Extorsão violenta e esquemas de racketeering;
Tráfico humano e exploração sexual de mulheres e crianças.
No final do ano passado, Guerrero havia sido formalmente indiciado em uma corte federal em Nova York por conspiração para fornecer suporte material a terroristas. O Departamento de Estado americano oferecia uma recompensa ativa de até US$ 5 milhões por sua captura. Na arena política dos EUA, a facção vinha sendo duramente pautada pela administração atual como responsável por uma onda de crimes violentos que impactou o debate de segurança pública no país.