O prefeito de Belém, Igor Normando (PSDB), afirmou na noite desta terça-feira (29) que a retirada da nova camada de asfalto aplicada na Avenida Nazaré não trará custos para a Prefeitura de Belém. A decisão foi tomada após a constatação de que o nivelamento da pista não seguia o previsto no projeto, deixando, em alguns trechos, a via mais alta que as calçadas e gerando dificuldades para a circulação de pedestres.
A pavimentação foi realizada em um trecho de pouco mais de três quilômetros, entre as avenidas Assis de Vasconcelos e Alcindo Cacela. O custo informado da obra é de cerca de R$ 3 milhões.
Por meio das redes sociais, o prefeito explicou que a administração municipal notificou a empresa responsável pela execução do serviço logo após identificar o problema e garantiu que a correção será feita sem gerar despesas para os cofres públicos.
“Não tenho compromisso com o erro. Assim que constatamos que o nivelamento do asfalto na Avenida Nazaré não estava seguindo o que foi previsto no projeto, notificamos a empresa”, afirmou Igor Normando.
Nesta semana, a Prefeitura de Belém iniciou a retirada da camada de asfalto aplicada na avenida. A medida ocorreu após moradores e pedestres relatarem dificuldades para circular pelo local, especialmente idosos, pessoas com deficiência, pessoas com mobilidade reduzida e usuários de carrinhos de bebê.
Em alguns pontos da via, o novo asfalto deixou a pista acima do acesso às calçadas, formando uma espécie de degrau para quem precisava atravessar a avenida, o que aumentou as preocupações com a segurança dos pedestres.
Anteriormente, a Secretaria Municipal de Zeladoria e Conservação Urbana (Sezel) havia informado que realizaria ajustes nos locais onde fossem identificados desníveis passíveis de correção, com o objetivo de melhorar a transição entre a pista e as calçadas.
Preocupação cresce às vésperas do Círio de Nazaré
A situação ganhou ainda mais repercussão por ocorrer às vésperas do Círio de Nazaré, período em que a Avenida Nazaré recebe intensa circulação de moradores, romeiros e turistas.
A via integra o percurso das principais procissões da festividade religiosa e concentra grande fluxo de pedestres durante toda a programação. Segundo pessoas ouvidas no local, a diferença de altura entre a rua e a calçada pode aumentar o risco de acidentes em meio à aglomeração característica do evento.
A pensionista Maria das Dores afirmou que a obra deveria oferecer uma transição mais segura entre a pista e as calçadas.
“No Círio vai ser muito difícil. Isso aqui tinha que ser mais plano, qualidade para as pessoas. Na aglomeração, nessa hora, vai ser muito acidente”, afirmou.
O professor Jorge Pinheiro também manifestou preocupação com os riscos para quem circula pela avenida, principalmente idosos.
“Lamentavelmente, o asfalto está muito alto, prejudicando as pessoas mais idosas. Mesmo jovens vão cair, com certeza. E agora que vem o Círio, pior ainda, porque com certeza vai ter mais acidentes”, disse.















