Um caso inusitado nos Estados Unidos terminou com uma disputa judicial de 25 mil dólares (cerca de R$ 130 mil) entre duas amigas que brigaram pela custódia de um gato chamado Gary. A ação, iniciada em 2024 e concluída um ano depois, terminou com a vitória da mulher que havia comprado o animal em 2018. O portal extra.globo também publicou a matéria.
A história começou quando Jessica Yang e Nicole DeNardo, ex-companheiras de quarto na Filadélfia, se envolveram em um conflito que extrapolou a amizade. As duas se conheceram em um grupo no Facebook destinado a pessoas que buscavam colegas de moradia e passaram a dividir apartamento em 2022. Jessica, enfermeira anestesista, viajava com frequência a trabalho, enquanto Nicole, profissional da área financeira, atuava principalmente em home office. A convivência evoluiu rapidamente para uma amizade íntima: viajavam juntas nas férias e até fizeram tatuagens iguais.
A disputa teve início quando Jessica decidiu se mudar para a casa que havia comprado, mas que ainda precisava passar por reformas significativas. A amiga contou ao jornal The Philadelphia Inquirer que Nicole se ofereceu espontaneamente para cuidar de Gary durante o período de transição. Segundo ela, a proposta parecia conveniente tanto para o animal quanto para a própria Nicole, que passaria mais tempo em casa.
“Eu pensei: ‘Que conveniente para o Gary'”, afirmou Jessica ao jornal. Ela explicou ainda que achou que a companhia do gato também pudesse ser benéfica para a amiga.
No entanto, durante esse período, Nicole passou a se comportar como se fosse a verdadeira dona do felino. Ela alterou o nome de Gary nos registros veterinários e incluiu seu próprio nome no microchip do animal. Quando chegou o momento de o gato deixar o apartamento e seguir para a nova casa de Jessica, as duas não conseguiram chegar a um acordo sobre quem deveria ficar com a guarda definitiva.
Em dezembro de 2024, Jessica decidiu recorrer à Justiça e processou Nicole para recuperar o animal. Nicole, porém, afirmou ao Philadelphia Inquirer que acreditava que a briga não se tratava apenas do gato. “Acho que ela interpretou isso mais como um ataque pessoal. Para mim, sempre foi apenas uma questão de bem-estar do Gary”, declarou.
Após um ano de trâmites legais, incluindo audiência e julgamento, o sistema judicial da Pensilvânia decidiu que Gary deveria retornar à tutora original. O entendimento do tribunal foi baseado no fato de que Jessica comprou o gato em 2018, o que estabelecia legalmente sua propriedade sobre o animal.















