Aos 78 anos, um morador de Altamira enfrentou de mãos nuas um assaltante armado com faca, reagiu ao ataque, entrou em luta corporal, desarmou o criminoso e o pôs para correr depois de lhe desferir tapas — um ato de coragem extrema que, por pouco, não terminou em tragédia. Apesar da reação, o idoso teve o celular levado e correu risco real de ser morto pelo jovem agressor, de apenas 19 anos.
A ousadia e a violência da criminalidade urbana quase custaram a vida do idoso, morador da Rua Papoulas, no bairro Jardim Primavera, em Altamira, no sudoeste do Pará. Na tarde do crime, o aposentado estava em frente à própria residência quando foi abordado por um jovem que pediu um copo de água — um gesto simples que se transformaria em ameaça mortal.
Enquanto atendia ao pedido, o rapaz sacou uma faca escondida na cintura e anunciou o assalto. Em um impulso de coragem — e também de desespero — o idoso reagiu. Mesmo diante da lâmina, entrou em luta corporal com o assaltante, conseguiu desarmá-lo e ainda o afugentou com tapas. A cena, no entanto, poderia ter terminado de forma fatal: um homem de quase 80 anos enfrentando um jovem armado correu sério risco de ser esfaqueado e morto.
Apesar da resistência, o criminoso conseguiu fugir levando o telefone celular da vítima.
Acionada, uma guarnição da Polícia Militar iniciou buscas com base nas características repassadas pelo idoso e localizou Gabriel Silva de Souza, de 19 anos, que foi preso em flagrante. Confrontado pelos policiais, o jovem confessou o roubo e indicou uma loja no centro da cidade onde teria vendido o celular subtraído.
No estabelecimento, os policiais apreenderam diversos aparelhos eletrônicos sem nota fiscal, além de um equipamento de som, levantando suspeitas sobre a receptação de produtos roubados. Todo o material foi recolhido.
Gabriel foi encaminhado à Delegacia de Polícia Civil de Altamira, onde foram adotadas as providências legais cabíveis. O caso segue sob investigação.
O episódio escancara não apenas a violência cotidiana, mas também o grau de vulnerabilidade a que idosos estão expostos — obrigados, muitas vezes, a reagir sozinhos diante da ameaça, pagando com o próprio corpo o preço da insegurança.















