Um ciclone extratropical formado próximo à costa Sul do Brasil, intensificado desde o início de novembro, continua espalhando instabilidades severas por diversas regiões do país, com impactos que se estendem até o Norte, Nordeste e Centro-Oeste mesmo em meados do mês. Embora os eventos mais intensos tenham ocorrido entre 7 e 17 de novembro no Sul e Sudeste — com ventos acima de 100 km/h, granizo e temporais que causaram destruição —, o padrão de alta umidade, calor elevado e formação de nuvens carregadas persiste, mantendo o risco elevado de pancadas intensas, especialmente à tarde e à noite.
De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), atualizado até 21 de novembro de 2025, pelo menos 15 estados permanecem sob alerta laranja (perigo) ou amarelo (perigo potencial) para chuvas intensas, ventania e possíveis alagamentos: Acre (AC), Amapá (AP), Amazonas (AM), Bahia (BA), Distrito Federal (DF), Espírito Santo (ES), Goiás (GO), Mato Grosso (MT), Minas Gerais (MG), Pará (PA), Rio de Janeiro (RJ), Rondônia (RO), Roraima (RR), São Paulo (SP) e Tocantins (TO).
Na Região Norte, o cenário é particularmente crítico devido ao regime típico de chuvas amazônicas, agravado pela circulação de umidade do sistema ciclônico: pancadas volumosas atingem Amazonas, Pará, Amapá, Acre, Rondônia, Roraima e Tocantins, com acumulados que podem superar 100-150 mm em poucos dias em áreas isoladas.
Em Manaus (AM), as chuvas seguem frequentes e intensas, com risco de novos recordes semanais de precipitação. No Tocantins, volumes acima de 150 mm são previstos para os próximos dias em alguns municípios. A influência indireta do ciclone — atuando como um “cavado atmosférico” — também eleva a instabilidade no Nordeste, com a Bahia registrando os maiores impactos (até 60-100 mm/dia no interior), enquanto Pernambuco, Piauí e Paraíba enfrentam pancadas isoladas e quedas bruscas na umidade do ar (abaixo de 20% no semiárido antes das chuvas). No Sudeste e Centro-Oeste, resquícios do sistema mantêm temporais em SP, RJ, MG, GO e DF.
Embora não haja um ciclone ativo exatamente nesta data (21/11), o Inmet e portais como Climatempo e O Tempo confirmam que frentes frias associadas a sistemas de baixa pressão continuam alimentando instabilidades amplas, com alertas renovados para Belém (PA), Altamira (PA) e outras capitais do Norte. As autoridades enfatizam: o risco de alagamentos, quedas de energia, deslizamentos e ventos fortes permanece alto até o final do mês.
Antes da chuva chegar (prevenção em casa e na rua):
Limpe calhas, ralos, bueiros e telhados para evitar entupimentos e infiltrações.
Fixe bem antenas, toldos e objetos externos que possam ser arremessados pelo vento.
Mantenha um kit de emergência: lanterna, pilhas, água, alimentos não perecíveis, medicamentos e documentos em local alto e seco.
Cadastre seu CEP no SMS 40199 para receber alertas gratuitos da Defesa Civil Nacional.
Evite áreas de risco conhecidas (encostas, margens de rios, ruas propensas a alagamentos).
Durante chuvas fortes e ventania:
Fique em casa se possível; evite sair à tarde/noite, horário pico das pancadas no Norte.
Afaste-se de janelas, portas e objetos que possam quebrar ou voar com o vento.
Não se abrigue sob árvores, postes, placas ou estruturas metálicas — risco de queda ou raios.
Desligue aparelhos elétricos da tomada para evitar curtos-circuitos e choques. Em caso de raios: evite usar celular plugado, chuveiro elétrico ou ficar perto de fios.
Em ruas e alagamentos:
Nunca atravesse áreas alagadas a pé ou de carro — apenas 15 cm de água em movimento derrubam uma pessoa; 30 cm arrastam veículos.
Dirija devagar, com faróis baixos; se o carro alagar, abandone-o e busque local alto.
Em enxurradas, suba para andares superiores ou pontos elevados imediatamente.
Se vir fios caídos, mantenha distância e avise a concessionária de energia.
O Norte, apesar de acostumado com chuvas, enfrenta volumes acima da média neste período — guarda-chuva e atenção redobrada são essenciais. As autoridades monitoram 24h e podem emitir novos alertas a qualquer momento. Fique informado por fontes oficiais (Inmet, Defesa Civil) e priorize a segurança: uma atitude preventiva pode salvar vidas.















