Um adolescente de 15 anos, apontado pelas autoridades mexicanas como integrante de uma equipe de assassinos de aluguel de um cartel, morreu durante uma operação das forças de segurança no estado de Michoacán, no México. O confronto também terminou com a morte de seu tio, identificado como Luis Barragán, de 39 anos, conhecido pelo apelido de “El R-5” e apontado como chefe do Cartel de Los Reyes.
Segundo a Procuradoria-Geral de Michoacán, o adolescente era conhecido como “Chuchito Nini” e teria chefiado um grupo ligado ao tráfico de drogas. De acordo com as investigações, ele utilizava redes sociais para publicar imagens portando armas e, supostamente, recrutar outros adolescentes para a organização criminosa.
Além da atuação no grupo, o jovem também era apontado como integrante do círculo de segurança pessoal do tio, considerado uma das principais lideranças do cartel.
Operação terminou em confronto no México
A ação ocorreu no dia 30 de agosto, em um rancho localizado no município de Tocumbo. Tropas do Exército mexicano, integrantes da Guarda Nacional, agentes da Procuradoria-Geral de Michoacán e policiais estaduais participavam da operação após receberem informações de inteligência sobre o paradeiro de Luis Barragán.
Segundo o Ministério da Segurança do México, as equipes foram recebidas a tiros ao chegarem ao local, dando início a um confronto. O adolescente e seu tio morreram durante a ação.
Barragán era procurado pelas autoridades dos Estados Unidos por acusações relacionadas ao tráfico de drogas e armas de fogo. Os EUA ofereciam uma recompensa de US$ 3 milhões por informações que levassem à sua localização.
De torcedor de futebol a integrante do cartel
Antes de aparecer associado ao crime organizado, “Chuchito Nini” publicava nas redes sociais imagens relacionadas ao futebol e demonstrava ser torcedor do Chivas de Guadalajara.
Com o passar dos anos, no entanto, o conteúdo de suas publicações mudou. Segundo as autoridades, passaram a surgir fotografias nas quais o adolescente aparecia com armas e vestimentas de estilo militar.
O caso chamou atenção para o recrutamento e o envolvimento de menores de idade em organizações criminosas no México, especialmente em regiões onde cartéis exercem forte influência.
Cartéis mexicanos funcionam como negócios familiares, diz analista
O analista de segurança mexicano David Saucedo afirmou que o envolvimento de adolescentes com organizações criminosas é um problema recorrente no país. Segundo ele, muitos jovens acabam sendo incorporados ao tráfico de drogas e a grupos armados.
No caso do adolescente morto em Michoacán, porém, a ligação familiar com uma das principais lideranças da organização teria colocado o jovem em uma posição diferenciada dentro da estrutura criminosa.
“Chuchito Nini” era sobrinho de “El R-5”, que teria atuado anteriormente como um dos principais homens armados do grupo antes de assumir o comando da organização após a captura de outra liderança, Alfonso Fernández, conhecido como “Poncho la Quiringua”.
A morte do adolescente e de seu tio durante a operação representa mais um capítulo da guerra entre forças de segurança e organizações criminosas que disputam território e poder em diferentes regiões do México.
Com informações de EXTRA















