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Home Cultura

A universidade criada com a rebeldia juvenil do Pará

Oswaldo Coimbra por Oswaldo Coimbra
14/12/2025
in Cultura
A universidade criada com a rebeldia juvenil do Pará

Foto do presidente Juscelino Kubitschek, em Belém, na cerimônia de instalação da nova universidade federalizada, ao lado do governador Barata e do reitor Mário Henriques.

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O muro que os alunos de duas turmas da Escola de Engenharia do Pará – EEP construíram de madrugada, na porta de entrada daquela instituição, foi exibido amplamente nas páginas de uma das principais publicações do nosso Estado, A Província do Pará, no dia 23 de maio de 1957.

Naquele momento, havia emergido o movimento de rebeldia juvenil que começava a se expandir, além daquelas duas turmas, por toda a EEP.

Logo, os alunos da escola entrariam em greve, em apoio ao movimento de seus colegas.

A foto do muro no jornal não despertou reprovação nos leitores porque, ao lado dela, A Província do Pará publicou também fotos dos policiais em frente à escola, enviados para lá pelo governador Magalhães Barata, a quem cabia a obrigação de cuidar daquela unidade do sistema de ensino superior do Pará.

Isso bastava para provocar simpatia em quem tinha informações sobre o motivo da revolta daqueles estudantes — na verdade, uma bandeira que interessava a muitos paraenses: a melhoria da qualidade do ensino numa faculdade pública.

Os alunos da EEP sentiam sua formação prejudicada pela ausência de laboratórios na escola e, sobretudo, pelo desânimo e desinteresse de alguns professores veteranos.

Cansados e mal remunerados pelo governo do Pará, frequentemente eles sequer compareciam às aulas.

O caso mais grave enfrentado pelos alunos ocorria nas disciplinas de Materiais de Construção e Hidráulica, ministradas pelo professor Alcides Batista de Lima, um aliado político de Barata, imposto à EEP, onde se mantinha havia 18 anos.

Foi o despreparo dele a causa imediata da rebeldia estudantil que gerou aquela crise na EEP, em 1957.

Os alunos o rejeitaram.

E a Secretaria da escola os puniu antecipando a data da avaliação à qual só seriam submetidos no final do semestre.

Foi então que os jovens construíram o muro para impedir que Alcides entrasse na escola no dia daquela avaliação.

Havia três anos que os alunos da EEP se movimentavam, preocupados com a qualidade do ensino que lhes era ministrado.

Em 1955, chegaram a preparar um confronto direto com o general Barata, recém-eleito governador e ainda não empossado.

O confronto ocorreu no dia em que Barata foi à EEP para se reconciliar com um antigo inimigo político, Josué Freire, outro professor da escola.

Os alunos vaiaram Barata.

Mas, cacique político, experiente e manhoso, Barata foi habilidoso o bastante para fazer os alunos o aplaudirem depois.

No início de 1956, os alunos se movimentaram para que o médico Edward Cattete Pinheiro vistoriasse pessoalmente as condições de funcionamento da escola.

Cattete Pinheiro, àquela altura, ocupava interinamente o cargo de governador do Pará.

O convite foi feito.

E, durante sua vistoria, no dia 17 de fevereiro de 1956, o presidente do Diretório Acadêmico, José Maria de Azevedo Barbosa, disse a ele:

“Aqui não temos espaço, nem teto, nem equipamentos, nem higiene, nem nada. As verbas com que a EEP se mantém são exíguas e mal dão para a sua burocracia.”

O governador se comoveu.

No dia seguinte, a Folha do Norte noticiou que Cattete Pinheiro havia se sentido indignado com o que viu na EEP.

Ele declarou:

“A falta de higiene que existe naquela escola é criminosa. Tudo está em completo abandono.”

Portanto, quando os alunos resolveram construir aquele muro na porta da EEP, em 1957, estavam apenas iniciando um novo episódio de uma luta que já travavam.

No dia seguinte ao aparecimento do muro, outro jornal de Belém, A Vanguarda, anunciou numa manchete:

“Repercute na Câmara a greve dos acadêmicos de Engenharia”.

Logo abaixo, em um subtítulo, o jornal informou que um vereador, Carlos Padilha, havia apelado ao governador para que demitisse Alcides, considerado o pivô da crise na EEP naquele momento.

Padilha não ficou nisso.

Ele também requereu à Câmara Municipal de Belém que manifestasse apoio e solidariedade ao Diretório Acadêmico da EEP “pela atitude tomada em defesa da moralização do ensino superior em nosso Estado”.

As duas principais entidades estudantis do Pará logo apoiaram os estudantes de Engenharia: a União Acadêmica Paraense, que congregava os alunos do ensino superior, e a União dos Estudantes dos Cursos Secundários do Pará, representantes dos alunos do ensino médio.

No dia 27 de maio de 1957, outro jornal, O Imparcial Esportivo, anunciou que a União Nacional dos Estudantes havia pedido a presença de um representante do Diretório Acadêmico da EEP na sede da entidade, no Rio de Janeiro.

Ele deveria levar à UNE, sob a forma de dossiê, toda a documentação da crise na escola, para que fosse posteriormente entregue ao deputado federal paulista Rogê Ferreira.

Caberia a ele levar a crise da EEP até o Congresso Nacional, instalado também no Rio de Janeiro, então capital do País.

Assim, por meio desses canais, surgiu nas instâncias superiores do poder nacional o efeito da movimentação rebelde dos jovens paraenses.

Dois dias depois, em Belém, A Vanguarda publicou a manchete:

“Interfere o Ministério na crise universitária”.

Em seguida, o texto da matéria dizia:

“O Ministério da Educação e Cultura, por intermédio do inspetor federal junto à Escola de Engenharia, senhor Edgar Pinheiro Porto, dirigiu expediente ao governador do Estado, por meio da Secretaria de Educação e Cultura.

O expediente solicita providências imediatas ao governo no sentido de que seja regularizada a situação da Escola de Engenharia.”

Àquela altura, o professor Alcides Batista de Lima já havia sido afastado da EEP pelo governador do Estado, embora oficialmente tenha pedido exoneração.

Com raiva e mágoa, Alcides reagiu à saída forçada da instituição em um texto veiculado pela imprensa.

Esse texto obteve resposta escrita por João Luiz Araújo, novo presidente do Diretório Acadêmico, publicada no dia 27 de maio de 1957 por O Imparcial Esportivo.

Hoje, ambos os textos podem ser vistos como documentos da história das universidades na Amazônia, pois comprovam que o movimento rebelde dos alunos de Engenharia contribuiu para o surgimento do ensino superior público federalizado no Pará.

Na ocasião, como solução para os problemas que afetavam a EEP e, provavelmente, as outras seis unidades de ensino superior subordinadas ao governo do Pará, a busca por uma equação imediata da crise desengavetou a ideia da criação da universidade federal do Pará, que mofava no Congresso Nacional havia cinco anos, desde sua apresentação em projeto do deputado Epílogo Gonçalves de Campos.

Isso se tornou claro na troca pública de mensagens entre o professor Alcides e o líder estudantil da EEP.

De repente, a crise na EEP encerrou uma tramitação que parecia infindável entre comissões do Congresso.

E exatamente no ano da construção do muro na entrada da escola foi aprovado, pouco mais de um mês depois, um projeto substitutivo com a mesma finalidade, apresentado pelo deputado João Lameira Bittencourt.

Notícias dessa aprovação transpareceram tanto na mensagem de Alcides quanto na resposta de João Luiz Araújo.

Em sua mensagem, Alcides inicialmente fez uma acusação: sustentou que os alunos da EEP o haviam rejeitado por serem incapazes de obter nota suficiente na disciplina que lecionava.

Em seguida, apresentou a razão pela qual, no ofício dirigido ao governador Magalhães Barata, ele havia “aceitado” seu afastamento da disciplina, como exigiam os alunos.

Revelou o que o teria movido:

“A preocupação única de não criar obstáculo à federalização da escola, com a criação da Universidade do Pará.”

Adiante, acrescentou que a mesma preocupação era o motivo pelo qual os professores da EEP suportavam “todos os dissabores revestidos de absoluto espírito de subserviência”.

Em sua réplica, João Luiz também demonstrou expectativa quanto à federalização da EEP, que parecia prestes a ocorrer.

Sugeriu, com ironia, ao professor Alcides que, depois de se demitir da EEP, retornasse à escola por meio de concurso, “após a criação da Universidade do Pará”, já que estava tão certo do nível elevado de suas aulas.

No dia 2 de julho de 1957, de fato, o Congresso Nacional aprovou a criação de uma universidade federal no Pará, em substituição ao ensino superior público estadual.

Nas versões mais ou menos oficiais da história da UFPA, consta que o então presidente da República, Juscelino Kubitschek de Oliveira, sancionou a Lei nº 3.191/1957, numa articulação política entre o governo do Estado do Pará e o governo federal.

Não é improvável que outros personagens, fora da EEP, tenham atuado na obtenção dessa conquista para o Pará.

Afinal, a nova universidade federal incorporou não só a EEP, como também as outras seis faculdades do sistema estadual de ensino.

De todo modo, pouco mais de setenta anos após sua criação, a UFPA serve hoje aos paraenses de maneira profundamente marcante.

Com 154 cursos de graduação, 29 cursos de especialização, 74 mestrados acadêmicos, 32 mestrados profissionais, 55 doutorados acadêmicos e 6 doutorados profissionais.

Além disso, conta com 16 institutos, 9 núcleos, Escola de Aplicação, Escola de Música, Escola de Teatro e Dança, 2 hospitais universitários, hospital veterinário e 16 residências médicas.

A UFPA alcança 82 dos 144 municípios do Pará por meio de seus 12 campi universitários, espalhados pelas diversas regiões do Estado.

Neles trabalham 2.447 técnicos e 3.017 professores.

E estudam ali mais brasileiros do que a população de 5.042 municípios do país: 62.814 jovens.

Dentro da UFPA, a EEP tornou-se a universidade tecnológica com que sonhavam seus fundadores nos anos 1930.

O Instituto de Tecnologia – ITEC, oriundo da EEP, dispõe de faculdades de Arquitetura e Urbanismo, Conservação e Restauro, Engenharia Civil, Engenharia de Computação e Telecomunicações, Engenharia de Alimentos, Engenharia Elétrica e Biomédica, Engenharia Mecânica, Engenharia Naval, Engenharia Química, Engenharia Sanitária e Ambiental, Engenharia Ferroviária e Logística.

Além de programas de mestrado em Processos Construtivos e Saneamento Urbano, doutorado em Engenharia de Recursos da Amazônia, grupos de pesquisa e extensão.

Quanto aos alunos que entraram em choque com Alcides Batista de Lima em 1957, três deles lecionaram na UFPA até se aposentarem: José Maria Filardo Bassalo, Ivens Brandão e Alberto Coutinho do Amaral.

Outro desses alunos, Cláudio de Lima Reis — o mais brilhante da EEP, segundo Bassalo — depois de formado tornou-se diretor das obras de construção da Estrada Brasília–Acre.

Em uma de suas viagens no exercício desse cargo, o avião que o transportava caiu na selva.

Cláudio ainda teve condições de caminhar.

Sem perceber que se deslocava em linha paralela à estrada na qual trabalhava, caminhou até morrer.

Oswaldo Coimbra é escritor e jornalista.

English into translation

The university born from Pará’s youthful rebellion

The wall that students from two classes of the Pará School of Engineering (EEP) built overnight at the entrance of the institution was widely displayed in the pages of one of the state’s leading newspapers, A Província do Pará, on May 23, 1957.

At that moment, a movement of youthful rebellion had emerged and was beginning to spread beyond those two classes throughout the entire EEP.

Soon, the school’s students would go on strike in support of their classmates’ movement.

The photograph of the wall did not provoke disapproval among readers because, alongside it, A Província do Pará also published photos of police officers stationed in front of the school, sent there by Governor Magalhães Barata, who was responsible for overseeing that unit of Pará’s higher education system.

That was enough to generate sympathy among those who understood the reason for the students’ revolt — in truth, a cause that interested many people in Pará: improving the quality of education at a public college.

The EEP students felt their education was being compromised by the lack of laboratories and, above all, by the discouragement and lack of commitment of some veteran professors.

Exhausted and poorly paid by the government of Pará, they often did not even attend their classes.

The most serious case faced by the students occurred in the courses on Construction Materials and Hydraulics, taught by Professor Alcides Batista de Lima, a political ally of Barata who had been imposed on the EEP and had remained there for 18 years.

His lack of preparation was the immediate cause of the student rebellion that triggered the 1957 crisis at the EEP.

The students rejected him.

The school’s administration punished them by bringing forward the date of an exam that would otherwise have taken place at the end of the semester.

It was then that the students built the wall to prevent Alcides from entering the school on the day of that assessment.

For three years, EEP students had already been mobilizing over concerns about the quality of education they were receiving.

In 1955, they even prepared for a direct confrontation with General Barata, newly elected governor and not yet sworn in.

That confrontation took place on the day Barata visited the EEP to reconcile with a former political enemy, Josué Freire, another professor at the school.

The students booed Barata.

But a seasoned and shrewd political boss, Barata was skillful enough to make the students applaud him afterward.

In early 1956, the students mobilized to have physician Edward Cattete Pinheiro personally inspect the school’s operating conditions.

At that time, Cattete Pinheiro was serving as interim governor of Pará.

The invitation was made.

During his inspection, on February 17, 1956, the president of the Student Union, José Maria de Azevedo Barbosa, told him:

“Here we have no space, no roof, no equipment, no hygiene — nothing. The funds that maintain the EEP are meager and barely cover its bureaucracy.”

The governor was moved.

The following day, Folha do Norte reported that Cattete Pinheiro had been outraged by what he saw at the EEP.

He declared:

“The lack of hygiene in that school is criminal. Everything is in complete abandonment.”

Therefore, when the students decided to build that wall at the EEP entrance in 1957, they were merely beginning a new chapter in a struggle they had already been fighting.

The day after the wall appeared, another Belém newspaper, A Vanguarda, ran the headline:

“The engineering students’ strike reverberates in the City Council.”

Below it, a subheading reported that city councilman Carlos Padilha had appealed to the governor to dismiss Alcides, considered at that moment the pivot of the crisis at the EEP.

Padilha went further.

He also requested that the Belém City Council express support and solidarity with the EEP Student Union “for the stance taken in defense of the moralization of higher education in our State.”

Pará’s two main student organizations quickly supported the engineering students: the Pará Academic Union, representing higher education students, and the Union of Secondary School Students of Pará, representing high school students.

On May 27, 1957, another newspaper, O Imparcial Esportivo, reported that the National Students’ Union (UNE) had requested the presence of a representative from the EEP Student Union at its headquarters in Rio de Janeiro.

He was to bring the UNE, in dossier form, all documentation related to the crisis at the school, so that it could later be delivered to federal deputy Rogê Ferreira of São Paulo.

It would be his responsibility to bring the EEP crisis to the National Congress, which at that time was also located in Rio de Janeiro, then the country’s capital.

Thus, through these channels, the effects of the rebellious mobilization of Pará’s youth reached the highest levels of national power.

Two days later, in Belém, A Vanguarda published the headline:

“The Ministry intervenes in the university crisis.”

The article stated:

“The Ministry of Education and Culture, through the federal inspector assigned to the School of Engineering, Mr. Edgar Pinheiro Porto, sent a formal request to the state governor via the Secretariat of Education and Culture.

The document calls for immediate measures by the government to regularize the situation of the School of Engineering.”

By that time, Professor Alcides Batista de Lima had already been removed from the EEP by the governor, although officially he had requested his resignation.

Angry and resentful, Alcides reacted to his forced departure from the institution in a text published in the press.

That text received a response written by João Luiz Araújo, the new president of the Student Union, published on May 27, 1957, by O Imparcial Esportivo.

Today, both texts can be seen as historical documents of university education in the Amazon, as they prove that the rebellious movement of engineering students contributed to the emergence of federally funded public higher education in Pará.

At the time, as a solution to the problems affecting the EEP — and probably the other six higher education units under the Pará government — the urgent search for a resolution to the crisis revived the idea of creating a federal university in Pará, which had been languishing in Congress for five years since its introduction by deputy Epílogo Gonçalves de Campos.

This became clear in the public exchange of messages between Professor Alcides and the EEP student leader.

Suddenly, the crisis at the EEP brought to an end what seemed an endless congressional process.

And in the very year the wall was built at the school entrance, a substitute bill with the same purpose, presented by deputy João Lameira Bittencourt, was approved just over a month later.

News of that approval appeared both in Alcides’s message and in João Luiz Araújo’s response.

In his message, Alcides initially made an accusation, claiming that the students had rejected him because they were unable to earn sufficient grades in his course.

He then explained why, in a letter to Governor Magalhães Barata, he had “accepted” his removal from the discipline, as demanded by the students.

He revealed his motivation:

“The sole concern of not creating an obstacle to the federalization of the school, with the creation of the University of Pará.”

He added that the same concern was why EEP professors endured “all hardships cloaked in an absolute spirit of subservience.”

In his reply, João Luiz likewise expressed expectations regarding the federalization of the EEP, which seemed imminent.

With irony, he suggested that after resigning, Professor Alcides should return to the school through a public examination “after the creation of the University of Pará,” given his certainty about the high level of his teaching.

On July 2, 1957, the National Congress indeed approved the creation of a federal university in Pará, replacing the state-run public higher education system.

According to more or less official versions of UFPA’s history, then-President Juscelino Kubitschek de Oliveira sanctioned Law No. 3,191/1957 through political coordination between the state government of Pará and the federal government.

It is not unlikely that other figures outside the EEP also played roles in securing this achievement for Pará.

After all, the new federal university incorporated not only the EEP but also the other six colleges of the state education system.

In any case, more than seventy years after its creation, UFPA today serves the people of Pará in a profoundly significant way.

It offers 154 undergraduate programs, 29 specialization courses, 74 academic master’s programs, 32 professional master’s programs, 55 academic doctoral programs, and 6 professional doctorates.

Additionally, it comprises 16 institutes, 9 centers, a Laboratory School, Schools of Music and of Theater and Dance, 2 university hospitals, a veterinary hospital, and 16 medical residency programs.

UFPA reaches 82 of Pará’s 144 municipalities through its 12 campuses spread across the state.

It employs 2,447 technical staff members and 3,017 professors.

And it educates more Brazilians than the total population of 5,042 municipalities in the country: 62,814 students.

Within UFPA, the EEP became the technological university its founders dreamed of in the 1930s.

The Institute of Technology (ITEC), derived from the EEP, includes programs in Architecture and Urbanism, Conservation and Restoration, Civil Engineering, Computer and Telecommunications Engineering, Food Engineering, Electrical and Biomedical Engineering, Mechanical Engineering, Naval Engineering, Chemical Engineering, Sanitary and Environmental Engineering, Railway Engineering, and Logistics.

It also offers master’s programs in Construction Processes and Urban Sanitation, a doctoral program in Amazon Resources Engineering, as well as research and extension groups.

As for the students who clashed with Alcides Batista de Lima in 1957, three later taught at UFPA until retirement: José Maria Filardo Bassalo, Ivens Brandão, and Alberto Coutinho do Amaral.

Another student, Cláudio de Lima Reis — considered the most brilliant at the EEP according to Bassalo — became director of construction works for the Brasília–Acre Highway after graduating.

On one of his trips while performing that role, the plane carrying him crashed in the jungle.

Cláudio was still able to walk.

Unaware that he was moving parallel to the road he worked on, he walked until he died.

Oswaldo Coimbra is a writer and journalist.

(Illustration: Photo of Juscelino in Belém at the ceremony installing the newly federalized university, alongside Barata and Rector Mário Henriques.)


Tags: A universidade criadacom a rebeldiaDestaquejuvenil do Pará
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