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Home Cultura

A televisão comercial assassinou o maior ator paraense

Redação por Redação
14/01/2026
in Cultura
A televisão comercial assassinou o maior ator paraense

Sérgio Cardoso, de óculos, com um grande ator da História do Teatro Brasileiro, Procópio Ferreira

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Eram nada menos que 82 candidatos, reunidos no Teatro Fênix, do bairro Jardim Botânico, do Rio de Janeiro.

Entre eles, o ator Luís Linhares, era visto como o favorito.

Afinal, o papel que eles disputavam era um dos mais complexos da arte de interpretar.

O de “Hamlet”, protagonista da peça de Shakespeare, considerada uma das maiores obras da Literatura Universal.

Por isto mesmo, não faltava quem, no Rio de Janeiro, desacreditasse daquela montagem brasileira, como se pode observar no site Brasil, Memória das Artes.

Num artigo, postado no site, intitulado “Hamlet, um acontecimento do teatro brasileiro”, Maria Gadelha escreveu:

 “No meio teatral, não se fazia muita fé no Hamlet brasileiro”.

‘Logo a peça mais difícil’, diziam, descrentes.

Escolher o intérprete do príncipe que busca vingança pela morte de seu pai, o rei da Dinamarca, foi uma responsabilidade delegada a um júri do qual participavam respeitáveis personalidades da cultura nacional.

Como a poeta Cecília Meireles, e, a escritora Dinah Silveira de Queiroz

Um a um os pretendentes ao papel de Hamlet foram mostrando do que eram capazes como atores.

Passado um bom tempo, naturalmente, os membros do júri já começavam a se sentir cansados.

Algo aconteceu, em seguida, naquele dia 6 de janeiro de 1948, contudo,que mudou o rumo do trabalho de avaliação feito pelos jurados.

Este momento, Jamil Dias reconstitui no seu livro “Luz e Sombra”:

“Um certo desânimo aparecia no humor de alguns jurados.

Quando chegou a vez de aquele jovem magro, de aspecto tímido e formal, usando pesados óculos de grau, mostrar a sua versão do mais célebre monólogo do teatro ocidental.

Ele levantou-se de sua cadeira, em mangas de camisa, tirou os óculos de lentes grossas, deixando que a plateia percebesse seu olhar perturbador.

Sua voz envolveu os presentes e fez-se o milagre.

Depois de alguns minutos, todos já o acompanhavam num silêncio total, com surpresa e admiração.

Quando ele terminou, o público concentrado no pequeno auditório explodiu em entusiástico aplauso”.

Foi uma demonstração de estonteante capacidade dramática.

Dada pelo franzino paraense Sérgio Cardoso.

A qual ele iria repetir, todas as noites pelas quais se prolongou a temporada de Hamlet, no Teatro Fênix.

Fazia isto, ao longo das quatro horas de duração da peça.

Algo tão inimaginável, antes, num jovem de 23 anos de idade, como Sérgio, que provou este comentário no mais influente crítico teatral de São Paulo, o ensaísta e professor Décio de Almeida Prado:

 – Sérgio passou do anonimato à celebridade de um modo nunca visto antes na História do Teatro Universal.

Logo, em todo o país, jornais e revistas passaram a anunciar que um grande ator, dotado de gestos elegantes, voz forte e clara, dicção perfeita e segurança em cena, havia surgido, de repente.

Bárbara Heliodora, crítica de teatro considerada implacável e polêmica nas suas exigências de qualidade num ator também se rendeu ao talento do jovem paraense.

Logo ela que deixava um ator profissional feliz se dedicasse a ele apenas uma pequena atenção.

Pois, Bárbara Heliodora passou a declarar que tinha sido uma pessoa privilegiada, em sua vida nas artes,  porque havia assistido à estreia de Sérgio, no teatro, em 1948.

Aquela era uma fase das Artes Dramáticas Brasileiras, na qual a montagem de uma peça teatral se submetia à avaliação rigorosa de três instituições.

Já que exerciam papel preponderante na vida intelectual do país.

Avaliavam-nas o Governo de São Paulo, através das suas comissões de notáveis que decidiam quem receberia, como ator, o Prêmio Governador do Estado, a Associação Paulista de Críticos de Artes – APCA, e, O Estado de São Paulo.

Uma única premiação obtida junto a qualquer destas instituições era suficiente para que um artista fosse alçado ao patamar dos semideuses na sua área de atuação.

Pois ele havia concorrido com grandes personalidades que atuavam naquela área da cultura.

Não custa lembrar, aquele foi o período das peças com o grande ator, diretor e dramaturgo Procópio Ferreira.

Visto como o maior ator nacional do século XX, e, como “glória da cultura brasileira”.

Assim como foi o da futura grande dama do nosso teatro, a atriz Fernanda Montenegro.

Isto não impediu que, nos 16 anos seguintes, após sua estreia em 1948, Sérgio conquistasse, quatro vezes, o Prêmio Governador do Estado de São Paulo.

Duas vezes, o prêmio de Melhor Ator da APCA.

Quatro vezes, o prêmio de Melhor Ator, dado pelo jornal O Estado de São Paulo.

No Rio e em São Paulo, ele ainda recebeu outros prêmios.

Como ator, diretor, produtor, cenógrafo, figurinista, aderecista, tradutor, professor de maquiagem, escritor e conferencista.

Porém, certamente mais valioso que um destes prêmios era para Sérgio a admiração manifestada por algum colega, respeitado por ele.

E este prêmio especial, ele recebeu de ninguém menos que Procópio Ferreira.

O grande ator havia acabado de ganhar a Espada de Hamlet dada por Portugal para o artista de maior talento de sua geração.

E Procópio quis dar aquela sua valiosíssima comenda para Sérgio, deixando claro que o considerava seu herdeiro artístico. 

Sérgio Cardoso, este prodígio da cultura brasileira, nascido na minha cidade natal, só fui conhecer, em São Paulo, em 1968.

Quando era, aos 20 anos de idade, repórter da Editora Abril, com a obrigação de produzir entrevistas e matérias de notícias sobre atores e cantores da Paulicéia.

Entrar em contato com ele não foi difícil.

Tínhamos a obrigação profissional de frequentar os mesmos lugares: os estúdios da Tv Tupi, no bairro do Sumaré, em São Paulo. 

O paraensismo fez o resto.

 Sérgio àquela altura me parecia um grande artista da Nobre Arte do Teatro exilado numa área da cultura de massa vista com desprezo, as novelas. 

Nos finais de tarde, atores e técnicos se descontraíam, na Padaria Real, instalada numa esquina, a poucos metros da rádio e da Tv Tupi.

Ali, eu via passar meu admirável conterrâneo.

Também ele tinha encerrado sua jornada de trabalho diário.

Como protagonista da novela “Antonio Maria”.

Sérgio caminhava só, sério, ar abstraído, cansado.

Em silêncio.

Abordá-lo, naquele momento, seria uma agressão.

A quem estava vivendo numa espiral de trabalhos estafantes como galã de novela.

Guardei aquele período, em São Paulo, lembranças de momentos de convívio com Sérgio, sempre rápidos, por imposição das gravações das cenas de novelas.

Ele mais de uma vez, renovou um convite ao qual, obviamente, não tinha condição de atender, animado pelo amor à culinária do Pará,:

– Vamos preparar um pato de tucupi, no meu apartamento?

Outra vez, ele confidenciou algo que me pareceu mais expressão de amargura, e, de desprezo pelas novelas.

Disse, em pleno estúdio da novela Antônio Maria:

– Este papel de Antônio Maria eu faço até com um pé atrás.

Por fim, a lembrança assustadora dele.

No apartamento de Sérgio, relativamente modesto, num prédio de classe média da Avenida Paulista, em frente ao MASP, em 1969, eu observava as pessoas interagindo com ele.

Sérgio se firmara como uma grande celebridade em todo o Brasil,  ao atuar na novela “A Cabana do Pai Tomás”, da Tv Globo.

A emissora o contratou depois das boas audiências de Antônio Maria.

Aquele trabalho na Tv Globo poderia ter proporcionado a ele uma fase de alívio, por livrá-lo do repetido papel da galã.

Mas terminou desgastando-o muito física e psicologicamente.

Porque a Tv Globo e os patrocinadores da novela impuseram que ele pintasse o corpo de preto para interpretar o protagonista, o negro Pai Tomás.

E ele, já contrariado na sua condição de empregado de uma emissora de televisão, ainda teve de suportar críticas negativas, inclusive no meio artístico, por colaborar com a produção de uma novela considerada racista.

A Tv Globo recebeu do teatrólogo Plínio Marcos a acusação de ter usado Sérgio, um ator branco, em vez de dar chance a um bom ator negro.  

Agora, estávamos, ali, no apartamento, Sérgio, em São Paulo.

E era visível a impaciência dele com o assédio feito a ele por um senhor

Talvez prefeito ou qualquer outra autoridade de uma cidade pequena do interior de São Paulo.

Compreendi que o homem queria a todo custo que Sérgio fosse à cidade dele apresentar um daqueles Bailes de Quinze Anos.

Nos quais alguma celebridade é paga para dançar com cada uma das adolescentes da festa.

Permitindo, assim, que as famílias delas as fotografem naquele instante

Ele já havia explicado para o homem que não gozava de saúde suficiente para poder assumir mais aquele compromisso profissional.

O homem, porém, era insistente.

Não queria dar ouvidos ao que Sérgio dizia.

Até que ele, já completamente estressado, gritou para o homem:

– Se eu morrer, o senhor paga indenização para a minha família?

O sujeito teve a imprudência de responder, convicto:

– Pago!

Sérgio ficou transtornado.

Aos gritos, expulsou o homem do seu apartamento.  

Cerca de dois anos e meio, depois, em 1972, eu havia saído da Editora Abril.

Sérgio tinha voltado a ser galã de novelas da Tv Globo: “Pigmalião 70”, “A Próxima Atração”, e, “O Primeiro Amor”.

Seu talento ajudara a mantê-las no ar.

Um inacreditável total de 785 capítulos tinham sido exibidos, em pouco menos de 3 anos.

Era fácil imaginar o quanto seus atores tinham trabalhado.

Mas,  Sérgio, em 1972, exaurido, estava também animado pela perspectiva de voltar ao exercício de sua paixão pelo teatro.

Estava criando o seu trabalho numa nova peça.

E já finalizava a preparação das modulações de voz que ia usar no novo espetáculo.

Quando um enfarte fulminante o deixou caído, morto, no chão de seu apartamento, em São Paulo.

Aos 47 anos de idade.

*Oswaldo Coimbra é escritor e jornalista

English translation (tradução para o inglês)

Commercial Television Murdered the Greatest Actor from Pará

There were no fewer than 82 candidates gathered at the Teatro Fênix, in the Jardim Botânico district of Rio de Janeiro.
Among them, the actor Luís Linhares was regarded as the favorite.

After all, the role they were competing for was one of the most complex in the art of acting: Hamlet, the protagonist of Shakespeare’s play, considered one of the greatest works of Universal Literature.

For this very reason, there was no shortage of people in Rio de Janeiro who doubted that Brazilian production, as can be seen on the website Brasil, Memória das Artes. In an article posted there, entitled “Hamlet, an Event in Brazilian Theater,” Maria Gadelha wrote:

“In theatrical circles, there was little faith in the Brazilian Hamlet.” “‘Of all plays, the most difficult one,’ they said, skeptically.”

Choosing the interpreter of the prince who seeks revenge for the murder of his father, the King of Denmark, was a responsibility entrusted to a jury that included highly respected figures from national culture, such as the poet Cecília Meireles and the writer Dinah Silveira de Queiroz.

One by one, the contenders for the role of Hamlet showed what they were capable of as actors.
After a long time, the members of the jury naturally began to feel tired.

Something happened next, however, on that January 6, 1948, that changed the course of the jurors’ evaluation.

This moment is reconstructed by Jamil Dias in his book Light and Shadow:

“A certain discouragement appeared in the mood of some jurors.
When it was the turn of that thin young man, with a shy and formal appearance, wearing thick prescription glasses, to present his version of the most famous monologue in Western theater, he rose from his chair, in shirtsleeves, removed his thick-lensed glasses, allowing the audience to notice his unsettling gaze.
His voice enveloped those present, and a miracle occurred.
After a few minutes, everyone was following him in total silence, with surprise and admiration.
When he finished, the audience gathered in the small auditorium erupted into enthusiastic applause.”

It was a demonstration of staggering dramatic ability, given by the frail young man from Pará, Sérgio Cardoso.
He would repeat it every night throughout the entire season of Hamlet at the Teatro Fênix, sustaining that performance over the four-hour duration of the play.

Something so unimaginable, until then, in a 23-year-old like Sérgio, that it prompted the following remark from the most influential theater critic in São Paulo, the essayist and professor Décio de Almeida Prado:

“Sérgio went from anonymity to celebrity in a way never before seen in the history of world theater.”

Soon, newspapers and magazines across the country began announcing that a great actor had suddenly emerged—an artist endowed with elegant gestures, a strong and clear voice, perfect diction, and confidence on stage.

Bárbara Heliodora, a theater critic considered relentless and controversial in her standards of quality, also surrendered to the talent of the young man from Pará.
She was someone who could make a professional actor happy merely by granting him a small measure of attention.
Yet Bárbara Heliodora came to declare that she had been privileged in her artistic life because she had witnessed Sérgio’s theatrical debut in 1948.

That period in Brazilian Dramatic Arts was one in which the staging of a theatrical production was subjected to rigorous evaluation by three institutions that played a dominant role in the country’s intellectual life.
Productions were assessed by the Government of São Paulo, through its committees of notables who decided who would receive the Governor of the State Award as actor; by the Associação Paulista de Críticos de Artes (APCA); and by the newspaper O Estado de São Paulo.

Winning a single award from any one of these institutions was enough to elevate an artist to the status of a demigod in his field, for he had competed against major personalities active in that cultural sphere.

It is worth recalling that this was the era of plays starring the great actor, director, and playwright Procópio Ferreira, regarded as the greatest national actor of the 20th century and as a “glory of Brazilian culture,” as well as the era of the future grande dame of our theater, the actress Fernanda Montenegro.

None of this prevented Sérgio, over the 16 years following his debut in 1948, from winning the Governor of the State of São Paulo Award four times; the APCA Best Actor Award twice; and the Best Actor Award from O Estado de São Paulo four times.
In Rio de Janeiro and São Paulo, he also received other honors, as actor, director, producer, set designer, costume designer, prop master, translator, makeup instructor, writer, and lecturer.

Yet more valuable to Sérgio than any of these awards was the admiration expressed by a colleague he respected.
And that special recognition came from none other than Procópio Ferreira himself.

The great actor had just received the Sword of Hamlet, bestowed by Portugal upon the most talented artist of his generation.
Procópio wished to give that invaluable distinction to Sérgio, making it clear that he regarded him as his artistic heir.

I only came to know Sérgio Cardoso—this prodigy of Brazilian culture, born in my hometown—in São Paulo in 1968.
I was then 20 years old and working as a reporter for Editora Abril, obliged to produce interviews and news pieces about actors and singers in the metropolis.

Getting in touch with him was not difficult. We shared the professional obligation of frequenting the same places: the studios of TV Tupi, in the Sumaré district of São Paulo. Shared origins from Pará did the rest.

At that point, Sérgio struck me as a great artist of the Noble Art of Theater, exiled in a sector of mass culture viewed with disdain: television soap operas.

In the late afternoons, actors and technicians would unwind at Padaria Real, located on a corner just a few meters from Rádio and TV Tupi.
There I would see my admirable compatriot pass by.
He, too, had finished his daily work as the protagonist of the soap opera Antônio Maria.

Sérgio walked alone, serious, absent-minded, tired. Silent.
Approaching him at that moment would have been an aggression against someone living in a spiral of exhausting work as a television heartthrob.

I kept from that period in São Paulo memories of brief moments of interaction with Sérgio, always hurried, imposed by the relentless pace of soap opera filming.

More than once, he renewed an invitation that I obviously could not accept, inspired by his love for Pará cuisine:

“Shall we make a duck in tucupi at my apartment?”

On another occasion, he confided something that struck me more as an expression of bitterness and contempt for soap operas. Right there in the studio of Antônio Maria, he said:

“I can play this role of Antônio Maria with one foot tied behind my back.”

Finally, there is the disturbing memory of him.

In Sérgio’s relatively modest apartment, in a middle-class building on Avenida Paulista, facing MASP, in 1969, I observed people interacting with him.

Sérgio had established himself as a major celebrity throughout Brazil by acting in the soap opera A Cabana do Pai Tomás, on TV Globo.
The network had hired him after the strong ratings of Antônio Maria.

That work at TV Globo could have offered him a period of relief, freeing him from the repeated role of romantic lead.
Instead, it ended up exhausting him physically and psychologically.

TV Globo and the soap opera’s sponsors required him to paint his body black in order to portray the protagonist, the Black character Pai Tomás.
Already resentful of his condition as an employee of a television network, he also had to endure negative criticism—even within artistic circles—for collaborating in the production of a soap opera considered racist.

TV Globo was accused by playwright Plínio Marcos of having used Sérgio, a white actor, instead of giving an opportunity to a good Black actor.

There we were, then, in Sérgio’s apartment in São Paulo.
His impatience with the attention he was receiving from a certain gentleman was evident—perhaps a mayor or some other authority from a small town in the interior of São Paulo.

I understood that the man was desperate to have Sérgio travel to his city to appear at one of those Fifteenth Birthday Balls, in which a celebrity is paid to dance with each of the teenage girls at the party, allowing their families to photograph the moment.

Sérgio had already explained that he was not healthy enough to take on yet another professional commitment.
The man, however, was insistent and refused to listen.

Until Sérgio, completely stressed, shouted at him:

“If I die, will you pay compensation to my family?”

The man imprudently replied, with conviction:

“I will!”

Sérgio was beside himself.
Shouting, he expelled the man from his apartment.

About two and a half years later, in 1972, I had left Editora Abril.
Sérgio had returned to being a soap opera heartthrob at TV Globo in Pigmalião 70, A Próxima Atração, and O Primeiro Amor.

His talent helped keep them on the air.
An unbelievable total of 785 episodes had been broadcast in less than three years.
It was easy to imagine how hard the actors had worked.

By 1972, Sérgio was exhausted, but he was also energized by the prospect of returning to the practice of his true passion: theater.
He was developing his work on a new play and was finishing the preparation of the vocal modulations he would use in the new production when a massive heart attack struck him down, dead on the floor of his apartment in São Paulo—at 47 years of age.

*Oswaldo Coimbra is a writer and journalist

(Illustration: Sérgio Cardoso, wearing glasses, with one of the great actors in the history of Brazilian theater, Procópio Ferreira.)

Tags: A televisão comercialassassinouDestaquemaior ator paraense
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