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Home Cultura

A morte de Lemos

Oswaldo Coimbra por Oswaldo Coimbra
29/04/2026
in Cultura
A morte de Lemos

Ilustração: Túmulo de Lemos, no Palácio Antônio Lemos, atual Museu de Arte de Belém

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Naqueles meses iniciais de 1912, quatro jornais de Belém, havia um ano, vinham insuflando a população da cidade contra o intendente Antônio Lemos.

Ele, em seguidos mandatos de intendente, havia plantado milhares de árvores em Belém, construíra belas praças, os sistemas de esgotos e de transportes coletivos, instalara a iluminação elétrica, o calçamento, o Serviço Sanitário e criara um bairro inteiro de ruas planejadas, o Marco.

Afora muitas outras benfeitorias, num conjunto de obras que tinham tornado Belém, a terceira capital mais importanto e mais bela do Brasil.

Dando à liderança política de Lemos, no Pará, grande dimensão e consistência.

A ponto de ele, como intendente, ter força para eleger Augusto Montenegro governador do Estado.

Com este artifício, ele obteve o comando político do Estado, embora estivesse impedido pela Constituição do Pará, de governá-lo, por não ser paraense, pois nascera no Maranhão.  

Este poder, e, a importância que Lemos tinha conquistado, seus inimigos procuravam diminuir fazendo graves acusações a ele. 

Acusavam-no de contrair muitas dívidas, premiar com cargos públicos quem o presenteava, conceder monopólios de serviços públicos a amigos, perseguir adversários, privando-os até de energia elétrica e água potável, em suas residências.

E, sobretudo, de manter uma horda de capangas a serviço dele.

Mas, práticas ilegítimas como estas poderiam ser atribuídas também a quase todos os líderes da época.

Na verdade, a profundidade do ódio contra Lemos tinha outra origem. 

Provinha da evidência de que havia sido ele, um maranhense que chegou a Belém na condição de modesto criado de bordo da Marinha, e não um membro da elite local, quem tinha aproveitado a fase de riqueza do Pará, produzida pela exportação de borracha, para se firmar e fazer crescer sua liderança no Estado.

Quando esta fase de riqueza se esgotou, a liderança de Lemos fraquejou.

E ele se tornou vulnerável.

De qualquer forma, quem viesse a ocupar o lugar de Lemos, com a sua remoção do ambiente político do Pará, àquela altura, já não alcançaria a mesma projeção dele.

E isto serviu para aumentar ainda mais a raiva contra ele.

Restava ainda a seus inimigos, contudo, a figura doentia, débil e envelhicida de Lemos, para servir de alvo àquela fúria acumulada por anos. 

Dois destes seus inimigos, desde o ano anterior, 1911, vinham comprando armas para promoverem a derrubada dele de modo violento.

Virgílio Mendonça, que assumiu o cargo de intendente quando Lemos foi forçado a renunciar.

E Carlos Coutinho, dirigente de uma organização paramilitar, a Liga de Resistência ao Lemismo.

Os dois despejavam diariamente ofensas contra Lemos através dos jornaisO Critério, O Estado do Pará, e, A Capital.

Contando ainda, nesta tarefa, com a adesão solidária de Paulo Maranhão, dono da Folha do Norte.  

Nestes jornais, Lemos recebia designações como as de “papudo suíno”, “ratazana”, “asqueroso bandido”, “velho cheio de vícios”.

A campanha dispunha também de boletins que circulavam, fartamente, pela cidade, naqueles dias, com textos cheios de deboches e igualmente ofensivos a velho ex-intendente.

Uma perigosa turba de sujeitos violentos

Não demorou para que surgisse uma turba de sujeitos violentos, manipulados pelos inimigos de Lemos, que passaram a agir sincronizados com a campanha de ofensas.

Eles quebraram as latas de lixo, das beiras de calçadas comerciais, exigidas pela administração de Lemos.

Fizeram com que um grupo de peixeiros portugueses do Ver-o-Peso destruísse os tabuleiros que a Intendência os obrigava a usar, no comércio de pescado fresco.

Destruiram os carros da empresa do engenheiro Francisco Bolonha, aliado de Lemos, usados no abastecimento de hortaliças, frutas e verduras ao Ver-o Peso.

Derrubaram os quiosques, construídos e administrados também por Bolonha, por concessão da Intendência.

Um a um foram virando por terra os quiosques da Presidente Vargas, da Gaspar Vianna, da Estrada de Ferro de Bragança, em São Braz, da Praça da República, em frente da Província, da Praça Floriano Peixoto, da Avenida Independência (atual Governador Magalhães Barata), e, do Largo Dom Macedo Costa.

Depois a turba passou a mirar diretamente Lemos.

O prédio do jornal que lhe pertencia, A Província do Pará, um dos melhores da América, foi destruído através de incêndio provocado.

O chalé de ferro onde Lemos morava com sua família foi incendiado igualmente, destruindo todos os bens dele, até suas roupas e bengalas.   

Agora, naquele dia 30 de agosto de 1912, Antônio Lemos acabara ser forçado a entrar na casa de Virgílio Mendonça, o mais virulento de seus inimigos, após suportar um calvário em vias públicas, no caminho até ela.

A casa ficava na esquina da Rua Dr. Moraes com a Avenida Nazaré.

Antes de ser surpreendido pela turba agressiva, Lemos tinha se mantido escondido na casa de um vizinho.

De lá foi arrancado, com roupas de dormir.

Depois, teve início sua difícil caminhada até a casa de Virgílio.

Sendo empurrado, pisoteado, cuspido, e, apalpado com desrespeito.

Já dentro da casa, encurralado, Lemos foi obrigado a escrever um documento no qual renunciou “espontaneamente” ao cargo público que lhe restava, o de senador estadual do Pará.

Ele conseguiu sair dali sem sofrer novas agressões.

Mas só graças a um momento de grandeza demonstrada por um adversário dele, Lauro Sodré, que não sentia o mesmo ódio destruidor de Virgílio Mendonça.

Embora Sodré, como grande líder político do Pará, tivesse sido mantido fora do poder do Estado pelo domínio de Lemos. 

Virgílio Mendonça queria sumir com Lemos

Por livre iniciativa, Sodré se dirigiu à casa de Virgílio, e, se ofereceu para acompanhar a saída de Lemos.

O filho dele, Emmanuel, estava presente e foi junto com o pai.

Quase 70 anos depois, o diálogo que Sodré manteve com Emmanuel, naquela ocasião, Carlos Rocque reproduziu no livro “Depoimentos Para a História Política do Pará”.

Pois, Rocque tinha entrevistado Emmanuel, sobre aqueles acontecimentos.

E ele havia revelado que, na casa de Virgílio, Sodré disse que ia levar Lemos para onde ele quisesse ir.

E que Virgílio se contrapôs, dizendo:

“Eu tinha a idéia de levá-lo para uma fazenda no Marajó, para ele sumir lá”.

Sodré não concordou.

A Emmanuel ele revelou por que se contrapôs a Virgílio.

Disse que se tivesse deixado o destino de Lemos nas mãos de Virgílio, o ex-intendente teria sido afogado antes de chegar ao Marajó.

O próprio Lemos sabia o quando Virgílio era perigoso.

Virgílio, por sua vez, sabia que Lemos não confiava nele.

Isto ficou claro, numa carta do próprio Virgílio, publicada pela Folha do Norte, no dia 13 de março de 1938.

Na carta, Virgílio tratou dos fatos ocorridos em sua casa, em 1912.

Contou que ofereceu a Lemos café, depois de ele ter sido coagido a renunciar a seu último cargo.

E que Lemos não aceitou.

Escreveu Virgílio:

“Compreendi o motivo da recusa”.

Virgílio, então, tentou infundir alguma confiança em Lemos.

“Chamei um servente, e, mandei buscar uma garrafa com champagne que foi aberta e servida em duas taças. Pedi ao senhor Lemos que escolhesse uma das taças. Servi-me da taça que ele deixou”.

Lemos, com o apoio de Sodré, conseguiu se abrigar na casa do seu genro, o engenheiro Joaquim Gonçalves de Lalor.

Lá, permaneceria, por alguns dias.

Até que uma embarcação da Marinha o levou, com segurança, ao navio que o retirou de Belém e o transportou para a  Europa, a fim de reiniciar um tratamento médico que já tinha começado a fazer lá, antes. 

Com 68 anos de idade, ele precisava daquele tratamento.

Depois retornou ao Brasil.

E passou seus dias finais, na companhia de sua família, numa velha chácara de Rua dos Araújos, no Rio de janeiro.

Lá, conta Carlos Rocque, no livro “Antônio Lemos e sua época”:

“Medroso e abatido, Lemos evitava receber as visitas das raras pessoas que dele ainda se recordavam”.

Uma destas pessoas foi o escritor Simão de Mântua.

Ele escreveu sobre o estado em que encontrou Lemos, no seu livro “Figurões vistos por dentro”:

“O indivíduo que estava diante de mim era um infeliz moribundo, opilado, em chinelos, magro, sem vivacidade”.

O acabrunhamento de Lemos é visível na sua última imagem, feita naquela chácara.

Numa foto, rodeado de jovens parentes, Lemos parece distante.

Sequer olha para o fotógrafo. 

A morte de Lemos foi angustiada porque ele tinha visto um incêndio, numa residência próxima da chácara, no dia 2 de outubro de 1913, um ano e um mês, após sua expulsão de Belém.

Escreveu Rocque:

“Seu coração não suportara a evocação da destruição da Província e de sua casa, trazida por aquele novo incêndio”.

Enterrado num cemitério do Rio de Janeiro, seus restos mortais ali permaneceram por 60 anos, impedidos de serem transportados para Belém, pelo infindável rancor dos descendentes de seus inimigos.

Só foi possível realizar o translado deles em 1972, graças ao empenho de Carlos Rocque, que havia sido nomeado presidente da Paratur.

O jornalista-escritor não se limitou àquela ajuda.

Também participou do transporte da urna mortuária de Lemos no trajeto do aeroporto de Belém até o local onde, por fim, ela ficou definitivamente depositada.

Este local, que passou a ser chamado de Palácio Antônio Lemos, por coincidência, está ao lado de outro local, que passou a ser chamado de Palácio Lauro Sodré.

(Ilustração: Túmulo de Lemos, no Palácio Antônio Lemos, atual Museu de Arte de Belém.)

The Death of Lemos

In those early months of 1912, four newspapers in Belém had, for a year, been inciting the city’s population against the mayor (intendente) Antônio Lemos.

During successive terms as mayor, he had planted thousands of trees in Belém, built beautiful squares, created sewage and public transportation systems, installed electric lighting, paved streets, established the Sanitary Service, and created an entire neighborhood of planned streets, the Marco.

Along with many other improvements, these works had made Belém the third most important and most beautiful capital in Brazil.

They also gave great dimension and strength to Lemos’s political leadership in Pará.

To the point that, as mayor, he had enough influence to elect Augusto Montenegro governor of the state.

Through this arrangement, he obtained political control of the state, although he was barred by the Constitution of Pará from governing it directly, since he was not a native of the state, having been born in Maranhão.

This power, and the importance Lemos had achieved, were what his enemies sought to diminish by making serious accusations against him.

They accused him of contracting many debts, rewarding with public offices those who gave him gifts, granting monopolies over public services to friends, persecuting opponents by depriving them even of electricity and drinking water in their homes.

And, above all, of maintaining a horde of henchmen at his service.

But illegitimate practices like these could also be attributed to almost all leaders of the time.

In fact, the depth of hatred against Lemos had another origin.

It stemmed from the evident fact that it had been he—a man from Maranhão who had arrived in Belém as a humble ship servant in the Navy—and not a member of the local elite, who had taken advantage of Pará’s period of wealth, generated by rubber exports, to establish himself and expand his leadership in the state.

When this period of prosperity came to an end, Lemos’s leadership weakened.

And he became vulnerable.

In any case, whoever came to occupy Lemos’s place, once he was removed from the political scene in Pará, would no longer achieve the same prominence he had.

And this only served to further increase the anger against him.

Still, his enemies were left with the frail, sickly, and aged figure of Lemos as a target for that fury accumulated over years.

Two of these enemies, since the previous year, 1911, had been buying weapons in order to overthrow him violently.

Virgílio Mendonça, who assumed the position of mayor when Lemos was forced to resign.

And Carlos Coutinho, leader of a paramilitary organization, the League of Resistance to Lemismo.

Both hurled daily insults at Lemos through the newspapers O Critério, O Estado do Pará, and A Capital.

They were also supported in this effort by Paulo Maranhão, owner of Folha do Norte.

In these newspapers, Lemos was labeled with terms such as “swine goiter,” “rat,” “disgusting bandit,” “old man full of vices.”

The campaign also relied on bulletins that circulated widely throughout the city in those days, filled with mockery and equally offensive language toward the former mayor.

A Dangerous Mob of Violent Men

It did not take long for a mob of violent individuals to emerge, manipulated by Lemos’s enemies, acting in sync with the campaign of insults.

They smashed the garbage cans along commercial sidewalks, which had been required by Lemos’s administration.

They incited a group of Portuguese fishmongers at Ver-o-Peso to destroy the stalls the City Hall required them to use in the sale of fresh fish.

They destroyed the carts of the company owned by engineer Francisco Bolonha, an ally of Lemos, which were used to supply vegetables and fruits to Ver-o-Peso.

They tore down kiosks built and operated by Bolonha under concession from the municipality.

One by one, they toppled the kiosks on Presidente Vargas, Gaspar Vianna, the Bragança Railway area in São Braz, Praça da República in front of A Província, Praça Floriano Peixoto, Avenida Independência (now Governador Magalhães Barata), and Largo Dom Macedo Costa.

Then the mob began to target Lemos directly.

The building of his newspaper, A Província do Pará, one of the finest in the Americas, was destroyed by arson.

The iron chalet where Lemos lived with his family was also set on fire, destroying all his belongings, even his clothes and walking sticks.

Now, on that August 30, 1912, Antônio Lemos had just been forced into the house of Virgílio Mendonça, his most virulent enemy, after enduring a public ordeal along the way.

The house stood at the corner of Rua Dr. Moraes and Avenida Nazaré.

Before being seized by the aggressive mob, Lemos had been hiding in a neighbor’s house.

From there, he was dragged out in his nightclothes.

Then began his difficult walk to Virgílio’s house.

He was pushed, trampled, spat upon, and groped disrespectfully.

Already inside the house, cornered, Lemos was forced to write a document in which he “spontaneously” resigned from the only public office he still held, that of state senator of Pará.

He managed to leave without suffering further aggression.

But only thanks to an act of magnanimity shown by one of his adversaries, Lauro Sodré, who did not share the same destructive hatred as Virgílio Mendonça.

Although Sodré, as a major political leader in Pará, had been kept out of power by Lemos’s dominance.

Virgílio Mendonça Wanted to Make Lemos Disappear

On his own initiative, Sodré went to Virgílio’s house and offered to accompany Lemos upon his departure.

His son, Emmanuel, was present and went along with his father.

Nearly 70 years later, the dialogue Sodré had with Emmanuel on that occasion was reproduced by Carlos Rocque in the book Depoimentos Para a História Política do Pará.

Rocque had interviewed Emmanuel about those events.

And he revealed that, in Virgílio’s house, Sodré said he would take Lemos wherever he wished to go.

Virgílio opposed this, saying:

“I had the idea of taking him to a farm in Marajó, so that he would disappear there.”

Sodré disagreed.

He later told Emmanuel why he had opposed Virgílio.

He said that if Lemos’s fate had been left in Virgílio’s hands, the former mayor would have been drowned before reaching Marajó.

Lemos himself knew how dangerous Virgílio was.

Virgílio, in turn, knew that Lemos did not trust him.

This became clear in a letter written by Virgílio himself, published in Folha do Norte on March 13, 1938.

In the letter, Virgílio addressed the events that had taken place in his house in 1912.

He recounted that he offered Lemos coffee after he had been forced to resign from his last office.

And that Lemos refused.

Virgílio wrote:

“I understood the reason for the refusal.”

Virgílio then tried to inspire some confidence in Lemos.

“I called a servant and had him bring a bottle of champagne, which was opened and served in two glasses. I asked Mr. Lemos to choose one of the glasses. I drank from the one he left.”

With Sodré’s support, Lemos managed to take refuge in the house of his son-in-law, engineer Joaquim Gonçalves de Lalor.

There he remained for a few days.

Until a Navy vessel safely took him to the ship that removed him from Belém and transported him to Europe, so he could resume a medical treatment he had already begun there.

At 68 years of age, he needed that treatment.

He later returned to Brazil.

And spent his final days with his family in an old country house on Rua dos Araújos, in Rio de Janeiro.

There, Carlos Rocque recounts in the book Antônio Lemos e sua época:

“Fearful and dejected, Lemos avoided receiving visits from the few people who still remembered him.”

One of these was the writer Simão de Mântua.

He wrote about Lemos’s condition in his book Figurões vistos por dentro:

“The individual before me was a miserable dying man, swollen, in slippers, thin, without vitality.”

Lemos’s dejection is visible in his last photograph, taken at that country house.

In the image, surrounded by young relatives, Lemos appears distant.

He does not even look at the photographer.

Lemos’s death was anguished because he had witnessed a fire in a residence near the house on October 2, 1913, one year and one month after his expulsion from Belém.

Rocque wrote:

“His heart could not withstand the evocation of the destruction of A Província and of his home, brought back by that new fire.”

Buried in a cemetery in Rio de Janeiro, his remains stayed there for 60 years, prevented from being transferred to Belém by the unending resentment of the descendants of his enemies.

It was only possible to carry out the transfer in 1972, thanks to the efforts of Carlos Rocque, who had been appointed president of Paratur.

The journalist-writer did not limit himself to that assistance.

He also took part in transporting Lemos’s coffin from Belém airport to the place where it was finally laid to rest.

This place, which came to be called the Palácio Antônio Lemos, by coincidence stands next to another site, later named the Palácio Lauro Sodré.

(Illustration: Lemos’ tomb, in the Antônio Lemos Palace, now the Belém Art Museum.)

Tags: culturaDestaque
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