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Home Cultura

A imprensa do Pará, em peso, ajudou a repressão política no Golpe Militar

Oswaldo Coimbra por Oswaldo Coimbra
25/03/2026
in Cultura
A imprensa do Pará, em peso, ajudou a repressão política no Golpe Militar

A repressão militar a estudantes

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*Oswaldo Coimbra é escritor e jornalista

O melhor estudo sobre a campanha de pânico social, criada e alimentada pelos golpistas de 1964, através dos veículos de Comunicação de Massa, está na mais importante obra sobre o Golpe Militar.

O fartamente documentado livro de René Armand Dreifuss, intitulado “1964: A Conquista do Estado. Ação Política, Poder e Golpe de Classe”, publicado pela Editora Vozes, em 1981.

Neste livro, o autor diz que os golpistas conseguiram estabelecer um sincronizado assalto à opínião pública, através de seu relacionamento especial com os mais importantes jornais, rádios, televisões nacionais, e, locais.

Eles organizaram equipes de “manipuladores de notícias”, que, nacionalmente, prepararam e compilaram material, sob a coordenação de um especialista em guerra psicológica.

De um lado, a campanha amedrontou a classe média, cuja apoio era necessário aos golpistas.

Já que os militares tinham deixado claro: só sairiam de seus quartéis, para derrubar o presidente eleito, João Goulart, com manifestações de aprovação da população.

De outro lado, a campanha de pânico fazia os donos de empresas abrirem seus cofres, para os golpistas.

Ficou conhecida, entre pesquisadores do Golpe Militar, como a “indústria do anticomunismo”, as rendas produzidas, por aquela manipulação despudorada das notícias, para os meios de comunicação.

Em seu livro “Na Planície”, Jarbas Passarinho, um dos principais líderes do Golpe Militar, no Pará, revela a existência em Belém destes grupos de golpistas, dedicados à atuação clandestina, através dos meios de comunicação.

E, cita Avelino Henrique, publicitário e radialista, como destacado membro daqueles grupos.

Diz Passarinho:

“Grupos de trabalho foram organizados: Imprensa Escrita, Rádio e TV; Religiosos e de Doutrinação. Na imprensa atuavam nossos colaboradores, versando assuntos políticos e ideológicos. No rádio, distinguia-se Avelino Henrique, cujo programa diário na Rádio Clube, que penetrava também no interior, era um modelo de combatividade”. 

Obra-prima da invencionice paraense na criação de pânico social foi o panfleto que os golpistas anunciaram ter encontrado.

Era assinado por um inexistente “Comando de Caça Aos Inimigos do Povo Brasileiro”.

Mas fora, obviamente, escrito pelos próprios golpistas.

Nas cópias deste documento falso, espalhadas por Belém, havia uma amedrontadora “relação dos primeiros exploradores do povo que serão justiçados com atentados à bala, à bomba, ou, mesmo, com sequestro de seus filhos”.

Numa linguagem canhestra e incorreta, para assustar os belenenses, os supostos subversivos comunistas justificavam, como vingança, a violência que iriam cometer:

“Vingança por todos estes anos em que estes animais capitalistas exploraram a nós, pobres brasileiros, subjugados por cafajestes, que, na pele de capitalistas, as vezes representando nojentas multinacionais, subjugam o pobre povo. Outros mais virão enquanto não vingarmos nossos irmãos paraenses, e brasileiros”.

Na lista, estavam nomes de conhecidos integrantes da elite do Pará.

Como Rômulo Maiorana, Otávio Avertano Barreto da Rocha, Hermógenes Udinea Condurú, Abilio Diogo Couceiro, Altino Tavares Pinheiro, Oziel Carneiro, Roberto Jares Martins.

E Camilo Porto de Oliveira.

O arquiteto e empresário foi um dos poucos golpistas que sempre se identificou como tal.

E quem nos forneceu cópia do panfleto postiço.

Após a derrubada de João Goulart, no dia 1 de abril, os cúmplices dos golpistas no Pará não precisaram mais inventar panfletos ameaçadores, fora das páginas dos jornais.

No dia seguinte, a imprensa do Pará oficializou publicamente sua adesão, em peso, ao Golpe Militar, através da Associação Paraense de Imprensa – Casa do Jornalista.

Entidade, cujo nome poderia levar alguém a supor  que representasse os interesses dos jornalistas, mas que, de fato, representava apenas os interesses dos empresários dos meios de comunicação.

Na edição de 4 de abril de 1964, da Folha do Norte, à página 10, dizia um anúncio, com data de 2 de abril, assinado, em nome da diretoria da associação, pelo seu presidente, Lênio Diniz de Carvalho:

“Nota oficial. A Diretoria da Associação Paraense de Imprensa, Casa do Jornalista, tendo em vista a resolução unânime de sua Assembléia Geral Extraordinária, realizada hoje, vem de público congratular-se com as Forças Armadas Brasileiras, pela sua atitude altamente patriótica que impediu nossa Pátria de submergir nas trevas da mais ignóbil escravidão estatal desejada por uma pequena minoria integrada na mentalidade anti-democrática e estimulada por quem tinha o dever de zelar pela integridade de nossas instituições democráticas.

E nessa hora decisiva para os destinos da Nação, conclamamos a todos os jornalistas democratas do Pará e a população em geral, para, unidos às nossas Forças Armadas, guardiãs intimoratas da soberania nacional, defenderem os postulados da democracia e da legalidade, e, as tradições de liberdade do povo brasileiro”.

Entre os manipuladores de notícias, no Pará, havia só membros dos grupos clandestinos, com acesso às Redações?

Não. Havia também jornalistas profissionais que assumiam, por opção ideológica, por interesse material, ou, por medo, a tarefa de provocar pânico, na população.

E colaboradores anônimos dos jornais.

Isto iria se evidenciar nos noticiários, veiculados ao longo dos primeiros 15 dias de vigência da Ditadura Militar.

O que se pode observar, acompanhando, dia a dia, as edições da Folha do Norte.

No dia 3 de abril, à página 6, uma matéria daquele jornal tratava da invasão militar efetuada contra a sede da UAP – União Acadêmica Paraense.

Foi publicada com o título de “Todo Material Subversivo Será Apreendido Pelas Forças Armadas”.

Dizia:

“Todo e qualquer material de cunho subversivo, existente em nossa capital deverá ser apreendido pelas Forças Armadas. Esse serviço já teve início ao se registrar a apreensão de substantiva quantidade de panfletos, cartas e livros na União Acadêmica Paraense, órgão dos universitários em Belém, onde inclusive foi encontrado papel extênsil próprio para mimeógrafo originário da Tchecoslováquia”.

A matéria terminava neste trecho emblemático:

“Os comandos militares, ontem, em declarações, manifestaram-se francamente favoráveis a que essa busca e apreensão se estendesse às livrarias, onde por certo livros de literatura subversiva seriam encontrados”.

 Em outra reportagem do jornal, nesta mesma edição, à página 12, novamente o ódio ao saber.

Desta vez, através da notícia da prisão de um professor universitário.

O docente, dono de cartório, era também advogado, a quem, portanto, as leis brasileiras garantem proteção especial.

A Folha do Norte, porém, o tratou como um dos “perigosíssimos comunistas” de Belém.

Seu nome: Rui Barata.

Poeta, grande letrista da Música Popular Brasileira.

A matéria tinha como intertítulo “Preso o Professor”.

“O advogado Rui Barata, professor da Faculdade de Filosofia da Universidade do Pará, foi ontem preso.

Deixava a residência de uma parenta na Av. Bráz de Aguiar, na companhia de uma outra pessoa, quando um contingente do Exército o prendeu.

De imediato foram conduzidos ao Quartel General da Polícia Militar, onde foram recolhidos”.

Na edição do dia 4 de abril, à página 10, ao lado daquele anúncio da associação de donos de jornais, um matéria tinha por título “Vigiados Comunistas”.

Nela, o jornal dizia que o Estado Maior da 8a. Região Militar havia informado à imprensa que continuava “a efetuar a prisão de elementos agitadores comunistas e a aprender material subversivo”.

Como exemplos dos perigosos materiais que se achavam apreendidos no QG da 8a. RM, o jornal citava “numerosos panfletos, fitas magnéticas e dicionários russo-espanhol”.

Ao mostrar que os redatores consideravam materiais perigosos folhas de stencil e dicionário as duas matéria poderiam alimentar aquilo que o jornalista carioca Sérgio Porto, do Última Hora, do Rio de Janeiro, chamou, na época, de Festival de Besteira Que Assola o País.

Pois, revelavam o ódio obscurantista contra o saber alimentado pela repressão política daquele momento.

Expresso, aliás, na curiosa frase do líder nacional daquele movimento militar, general Olímpio Mourão Filho, que se autodescreveu como “uma vaca fardada”.

Mas, na última das duas matérias havia também informações que mostravam os sofrimentos impostos a muitas famílias do Pará.

Eram relacionado, em seu texto, os nomes de sindicalistas e de trabalhadores que já tinham sido presos: Onório Francisco de Souza, Mário Araújo, Francisco Simões, e, Luiz Mesquista da Costa.

Todos acusados de serem comunistas.

Pior ainda: na matéria havia contribuição ao trabalho da repressão militar.

Uma denúncia sobre Benedito Monteiro, àquela altura, um fugitivo que tentava preservar sua vida, já sem mandato de deputado, cassado pela Assembléia Legislativa.

A Folha do Norte informava aos militares que Benedito  “não mais estaria em Alenquer, seu reduto eleitoral”.

Os golpistas deviam se sentir muito encorajados pela facilidade com que podiam, em qualquer cidade do país, prender, por exemplo, um advogado, professor universitário, e, perseguir um deputado, utilizando-se do pânico anticomunista.

Pois, continuaram, com a colaboração dos jornais, a executar ações repressivas  em todas as direções, como mostrou um texto, publicado no dia 5 de abril, pela Folha do Norte, à página 15.

Intitulava-se “Decidem-se os Militares Pela Imediata Cassação do Mandato dos Parlamentares Comunistas”.

O texto se referia a uma assembléia do Clube Militar, do Rio de Janeiro, à qual, disse o jornal, haviam comparecido 1.200 oficiais das Forças Armadas.

Na assembléia, acrescentou a Folha do Norte, tinham sido aprovadas, por unanimidade, quatro providências que deveriam ser tomadas imediatamente “para que a vitória democrática sobre o comunismo não se torne uma vitória pela metade e perca totalmente sua expressão”.

 As quatro medidas previam cassação imediata de mandatos e direitos políticos, não só de deputados, senadores, governadores, prefeitos e vereadores comunistas.

Como, ainda, de “agitadores ou comprometidos com os desmandos que deram motivo à rebelião dos democratas”.

E dos que “nos postos de comando, foram coniventes com as decisões deles”.

Previam, também, “aposentadoria imediata” não só “para os funcionários civis e reforma imediata dos militares que se tenham revelado comunistas.

Como, ainda, para funcionários civis e militares “comunizados e que, de qualquer forma, deram seu apoio ou se omitiram nos atentados  que se fazia à Democracia no Brasil”.

Por fim, previam “uma operação de limpeza de quadros administrativos políticos, sindicais e militares em todos os Estados e em todos os municípios do País”.  

A sanha persecutória estimulou a manifestação das atitudes mais pusilânimes em quem colaborava com a manipulação das notícias dos jornais.

Uma destas atitudes foi exibida, no dia 8 de abril, à página 6, da edição da Folha do Norte.

Naquele dia, Rui Barata já estava preso, havia quase uma semana.

E um simpatizante do Golpe Militar, convenientemente resguardado pelo anonimato, resolveu enredar ainda mais a situação dele, enquanto prisioneiro completamente indefeso, diante das arbitrariedades do  regime militar.

Ele pediu a exclusão de Barata da universidade.

A matéria, sem assinatura, tinha por título “Subversão Pela Cátedra”.

Iniciava dizendo que a voz dos moços universitários democratas não encontrava ressonância nas faculdades de Belém, especialmente na de Filosofia, onde lecionava Rui Barata.

Por isto, a voz daqueles moços democratas não podia se opor ao despautério sem limites das células vermelhas em funcionamento aberto, e, inexplicavelmente, tolerado naquela faculdade.

Ainda assim, prosseguia o texto anônimo, aqueles moços movimentavam-se para banir de seu meio os apátridas em ação, sob o falso pregão do nacionalismo, ligado pela ideologia sanguinária à União Nacional dos Estudantes, ao Comando Geral dos Trabalhadores e a outros organismos da subversão. 

Diante disto o anônimo articulista pedia a atenção das autoridades para que não recrudescesse a ousadia dos comunistas que tinham feito dos meios universitários laboratórios para a difusão de sua nefasta pregação criminosa contra a dignidade da nação brasileira.

Já na metade do seu artigo, o autor passou a mencionar diretamente o professor que estava preso.

Ele escreveu:

“Mas será que apenas entre os universitários estará o perigo da pregação infernal? Não, porque muito mais eficientes, e, sob o tranquilo disfarce da amizade pelos alunos, comunistas perigosos aí estão no desempenho de cátedras em nossas faculdades, como o marxista Rui Barata, que fazia praça de sua condição de comunista, sem respeito até pelo ambiente sagrado da Justiça, onde seu cartório era entreposto de literatura subversiva”.

Nos períodos finais, o autor revela, por fim, o que pretendia.

“Banir das faculdades os estudantes vermelhos não basta. Eles sairão, mas se ficarem os professores de quem muitos receberam as lições e o estímulo para a morte da Democracia, negro futuro nos estará aguardando.

Tais pregadores da escravidão do Brasil à Rússia, a Cuba e já também à China, de onde até guerrilheiros foram importados, são como a erva daninha, que não se expurga do solo, se não for calcinada, até a última semente perniciosa”.

No dia 23 de abril, à página 3, apareceu na Folha do Norte um texto muito semelhante a este, embora mal escrito,  relacionado ainda com a Faculdade de Filosofia, onde lecionava Rui Barata.

O texto visava unicamente à repressão dos estudantes, sem mencionar nenhum professor daquela faculdade.

Tinha por título “Universitários democratas advertem: acautelem-se contra os alunos comunistas”.

English translation (tradução para o inglês)

The Press of Pará, Almost in Its Entirety, Aided Political Repression During the Military Coup

*Oswaldo Coimbra is a writer and journalist

The best study on the campaign of social panic created and fueled by the 1964 coup plotters, through mass media outlets, can be found in the most important work on the Military Coup.

It is the extensively documented book by René Armand Dreifuss, titled “1964: The Conquest of the State. Political Action, Power, and Class Coup”, published by Vozes in 1981.

In this book, the author states that the coup plotters managed to establish a synchronized assault on public opinion through their special relationship with the most important national and local newspapers, radio stations, and television networks.

They organized teams of “news manipulators” who, at the national level, prepared and compiled material under the coordination of a specialist in psychological warfare.

On the one hand, the campaign frightened the middle class, whose support was necessary for the coup plotters.

This was because the military had made it clear: they would only leave their barracks to overthrow the elected president, João Goulart, if there were demonstrations of approval from the population.

On the other hand, the panic campaign led business owners to open their coffers to the coup plotters.

Among researchers of the Military Coup, the revenues generated by this shameless manipulation of news for the media became known as the “anti-communism industry.”

In his book “Na Planície”, Jarbas Passarinho, one of the main leaders of the Military Coup in Pará, reveals the existence in Belém of these groups of coup supporters dedicated to clandestine activities through the media.

He mentions Avelino Henrique, an advertising professional and radio broadcaster, as a prominent member of those groups.

Passarinho states:

“Working groups were organized: Print Press, Radio and TV; Religious and Indoctrination. In the press, our collaborators acted, addressing political and ideological subjects. On the radio, Avelino Henrique stood out, whose daily program on Rádio Clube, which also reached the interior, was a model of combativeness.”

A masterpiece of Pará’s inventive capacity in creating social panic was the pamphlet that the coup plotters claimed to have found.

It was signed by a nonexistent “Command for Hunting the Enemies of the Brazilian People.”

But it had obviously been written by the coup plotters themselves.

In the copies of this false document, spread throughout Belém, there was a frightening “list of the first exploiters of the people who will be executed through shootings, bombings, or even the kidnapping of their children.”

In clumsy and incorrect language, intended to frighten the inhabitants of Belém, the supposed communist subversives justified, as revenge, the violence they intended to commit:

“Revenge for all these years in which these capitalist animals exploited us, poor Brazilians, subjugated by scoundrels who, under the skin of capitalists, sometimes representing disgusting multinational companies, subjugate the poor people. More will come until we avenge our brothers from Pará and Brazil.”

The list included names of well-known members of Pará’s elite.

Such as Rômulo Maiorana, Otávio Avertano Barreto da Rocha, Hermógenes Udinea Condurú, Abilio Diogo Couceiro, Altino Tavares Pinheiro, Oziel Carneiro, Roberto Jares Martins.

And Camilo Porto de Oliveira.

The architect and businessman was one of the few coup supporters who always identified himself as such.

And he was the one who provided us with a copy of the fake pamphlet.

After the overthrow of João Goulart, on April 1st, the accomplices of the coup plotters in Pará no longer needed to invent threatening pamphlets outside the pages of newspapers.

The following day, the press of Pará publicly formalized its almost unanimous adherence to the Military Coup through the Associação Paraense de Imprensa – Casa do Jornalista.

An entity whose name might lead one to suppose it represented the interests of journalists, but which, in fact, represented only the interests of media business owners.

In the April 4, 1964 edition of Folha do Norte, on page 10, an announcement dated April 2, signed on behalf of the association’s board by its president, Lênio Diniz de Carvalho, stated:

“Official note. The Board of the Associação Paraense de Imprensa, Casa do Jornalista, in view of the unanimous resolution of its Extraordinary General Assembly held today, hereby publicly congratulates the Brazilian Armed Forces for their highly patriotic attitude that prevented our Nation from sinking into the darkness of the most ignoble state slavery desired by a small minority imbued with an anti-democratic mentality and encouraged by those who had the duty to safeguard the integrity of our democratic institutions.

And at this decisive hour for the destiny of the Nation, we call upon all democratic journalists of Pará and the population in general to unite with our Armed Forces, fearless guardians of national sovereignty, in defense of the principles of democracy and legality, and of the traditions of freedom of the Brazilian people.”

Among the news manipulators in Pará, were there only members of clandestine groups with access to newsrooms?

No. There were also professional journalists who, by ideological choice, material interest, or fear, assumed the task of provoking panic among the population.

As well as anonymous contributors to newspapers.

This would become evident in the news reports published during the first fifteen days of the Military Dictatorship.

This can be observed by following, day by day, the editions of Folha do Norte.

On April 3, on page 6, a report addressed the military invasion of the headquarters of the UAP – União Acadêmica Paraense.

It was published under the headline: “All Subversive Material Will Be Seized by the Armed Forces.”

It stated:

“All and any material of a subversive nature existing in our capital must be seized by the Armed Forces. This operation has already begun with the seizure of a substantial quantity of pamphlets, letters, and books at the União Acadêmica Paraense, the organization of university students in Belém, where even stencil paper suitable for mimeographs originating from Czechoslovakia was found.”

The article ended with this emblematic passage:

“Military commands, yesterday, in statements, openly expressed themselves in favor of extending this search and seizure to bookstores, where books of subversive literature would certainly be found.”

In another report in the same edition, on page 12, once again hatred of knowledge appeared.

This time through the news of the arrest of a university professor.

The professor, a notary, was also a lawyer, to whom Brazilian law guarantees special protection.

However, Folha do Norte treated him as one of the “extremely dangerous communists” of Belém.

His name: Rui Barata.

A poet and a great lyricist of Brazilian Popular Music.

The article had the subheading “Professor Arrested.”

“The lawyer Rui Barata, professor at the Faculty of Philosophy of the University of Pará, was arrested yesterday.

He was leaving the residence of a relative on Bráz de Aguiar Avenue, accompanied by another person, when a contingent of the Army arrested him.

They were immediately taken to the Military Police Headquarters, where they were detained.”

In the April 4 edition, on page 10, next to that announcement by the association of newspaper owners, an article was titled “Communists Under Surveillance.”

In it, the newspaper reported that the General Staff of the 8th Military Region had informed the press that it continued “to arrest communist agitators and seize subversive material.”

As examples of dangerous materials seized at the headquarters of the 8th Military Region, the newspaper cited “numerous pamphlets, magnetic tapes, and Russian-Spanish dictionaries.”

By presenting stencil sheets and dictionaries as dangerous materials, the articles could feed what Rio de Janeiro journalist Sérgio Porto, from Última Hora, called at the time the “Festival of Nonsense That Plagues the Country.”

For they revealed the obscurantist hatred of knowledge fostered by the political repression of that moment.

This was also expressed in the curious phrase of the national leader of that military movement, General Olímpio Mourão Filho, who described himself as “a uniformed cow.”

But in the latter of the two articles there was also information revealing the suffering imposed on many families in Pará.

It listed the names of union leaders and workers who had already been arrested: Onório Francisco de Souza, Mário Araújo, Francisco Simões, and Luiz Mesquista da Costa.

All accused of being communists.

Even worse: the article contributed to the work of military repression.

It included a denunciation of Benedito Monteiro, who at that time was a fugitive trying to preserve his life, already stripped of his mandate as a deputy by the Legislative Assembly.

Folha do Norte informed the military that Benedito “would no longer be in Alenquer, his electoral stronghold.”

The coup plotters must have felt greatly encouraged by the ease with which they could, in any city in the country, arrest, for example, a lawyer and university professor, and persecute a deputy, using anti-communist panic.

Thus, with the collaboration of newspapers, they continued to carry out repressive actions in all directions, as shown in a text published on April 5 by Folha do Norte, on page 15.

It was titled “The Military Decide on the Immediate Revocation of the Mandates of Communist Parliamentarians.”

The text referred to an assembly at the Military Club in Rio de Janeiro, attended, according to the newspaper, by 1,200 Armed Forces officers.

At the assembly, the newspaper added, four measures were unanimously approved to be immediately implemented “so that the democratic victory over communism does not become a half victory and lose all its meaning.”

The four measures provided for the immediate revocation of mandates and political rights not only of communist deputies, senators, governors, mayors, and councilors.

But also of “agitators or those involved in the abuses that gave rise to the rebellion of the democrats.”

And of those who “in positions of command were complicit in their decisions.”

They also provided for the “immediate retirement” not only of “civil servants and the immediate discharge of military personnel who had revealed themselves to be communists.”

But also of civil and military personnel “communized and who, in any way, gave support or remained silent in the face of the attacks carried out against Democracy in Brazil.”

Finally, they provided for “a cleansing operation of political, administrative, union, and military ranks in all States and municipalities of the country.”

The persecutory zeal stimulated the most cowardly attitudes among those collaborating with the manipulation of newspaper news.

One such attitude was displayed on April 8, on page 6 of Folha do Norte.

By that day, Rui Barata had already been imprisoned for almost a week.

And a supporter of the Military Coup, conveniently protected by anonymity, decided to further worsen his situation as a completely defenseless prisoner in the face of the arbitrariness of the military regime.

He called for Barata’s expulsion from the university.

The unsigned article was titled “Subversion Through the Chair.”

It began by stating that the voice of democratic university youth found no resonance in the faculties of Belém, especially in the Faculty of Philosophy, where Rui Barata taught.

For this reason, the voice of those democratic youths could not oppose the boundless absurdity of the red cells operating openly and inexplicably tolerated in that faculty.

Even so, the anonymous text continued, those youths were mobilizing to banish from their midst the stateless agents acting under the false banner of nationalism, linked by bloody ideology to the National Union of Students, the General Command of Workers, and other subversive organizations.

In light of this, the anonymous columnist called on the authorities to ensure that the boldness of communists would not intensify, as they had turned the university environment into laboratories for the dissemination of their harmful criminal preaching against the dignity of the Brazilian nation.

Midway through the article, the author began to directly mention the imprisoned professor.

He wrote:

“But is the danger of this infernal preaching confined only to university students? No, because far more effective, and under the calm disguise of friendship with students, dangerous communists are there performing professorial duties in our faculties, such as the Marxist Rui Barata, who openly displayed his condition as a communist, showing no respect even for the sacred environment of Justice, where his notary office served as a depot for subversive literature.”

In the final paragraphs, the author finally revealed his intention:

“Banishing red students from the faculties is not enough. They will leave, but if the professors from whom many received their lessons and encouragement for the death of Democracy remain, a dark future awaits us.

Such preachers of Brazil’s enslavement to Russia, Cuba, and now also China, from where even guerrillas were imported, are like weeds that cannot be eradicated from the soil unless burned down to the last pernicious seed.”

On April 23, on page 3, Folha do Norte published a text very similar to this one, though poorly written, still related to the Faculty of Philosophy where Rui Barata taught.

The text aimed solely at repressing students, without mentioning any professor.

It was titled “Democratic University Students Warn: Beware of Communist Students.”

(Illustration: military repression against students)

Tags: A imprensa do Paráajudou a repressão políticaDestaqueem pesogolpe militar
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Oswaldo Coimbra

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Oswaldo Coimbra é escritor, jornalista e pesquisador.

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