Em um país onde já se viu de tudo escondido na cueca de políticos — de dólares a gravações comprometedoras — um morador de Marabá, no sudeste do Pará, decidiu manter a tradição nacional de transformar roupa íntima em cofre. Só que, no caso dele, não havia propina: havia crack.
Lucas de Jesus Oliveira, flagrado a “riqueza” na cueca, foi apresentado na tarde desta segunda-feira (10), na 21ª Seccional Urbana de Polícia Civil de Marabá, após ser detido por volta das 15h30 na avenida Antônio Maia, no Núcleo Marabá Pioneira.
Segundo a Polícia Militar, uma guarnição patrulhava a avenida quando observou uma motocicleta Honda Biz vermelha com dois homens. O garupa, ao perceber que a viatura se aproximava, ficou nervoso e levou rapidamente a mão à cintura — comportamento que chamou a atenção dos policiais e rendeu a abordagem imediata.
Na revista pessoal, o mistério se revelou onde ninguém gostaria de encontrar prova de crime: dentro da cueca de Lucas. Questionados sobre a droga, o condutor da moto afirmou que apenas trabalhava como motorista por aplicativo e que o veículo pertencia à esposa.
Lucas optou pelo silêncio — o que, diante das circunstâncias, talvez tenha sido sua melhor estratégia de defesa. Os militares relatam que, devido ao nervosismo do suspeito, foi necessário algemá-lo para evitar fuga e garantir a segurança da equipe.
Lucas e sua “pedra-cofre” foram levados à delegacia. Até o final da tarde, a Polícia Civil não havia informado quais medidas seriam tomadas. Enquanto isso, mais um capítulo se soma à já vasta antologia brasileira de itens ilícitos escondidos em roupas íntimas.
Dessa vez, não houve dólares — apenas crack e muita falta de criatividade.















