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Home Meio Ambiente

29 COPS – História de avanços, frustrações e estagnação: menos discursos, mais ações

Carlos Mendes por Carlos Mendes
02/11/2025
in Meio Ambiente
29 COPS – História de avanços, frustrações e estagnação: menos discursos, mais ações

Imagem produzida pela IA

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Texto e pesquisa do jornalista Carlos Mendes. Matéria traduzida para o Inglês

Desde a primeira Conferência das Partes (COP), em 1995, em Berlim, até a COP 29, em 2024, em Baku, o regime internacional sobre mudanças climáticas percorreu um caminho repleto de avanços, impasses e momentos de franca estagnação. Trata-se de uma das negociações multilaterais mais complexas da história contemporânea, pois envolve não apenas ciência e meio ambiente, mas também economia, energia, justiça social e soberania nacional.

As primeiras conferências — de Berlim (1995) a Kyoto (1997) — foram marcadas pela construção das bases jurídicas e políticas do sistema climático internacional. Em 1997, o Protocolo de Kyoto representou o primeiro marco vinculante, ao impor metas obrigatórias de redução de emissões aos países industrializados. Apesar de histórico, o acordo carregava um desequilíbrio: deixava de fora os países em desenvolvimento, como China, Índia e Brasil, cuja relevância emissora cresceria exponencialmente nas décadas seguintes.

Entre 1998 e 2004, as COPs se concentraram em transformar o texto de Kyoto em prática. Buenos Aires (1998), Marrakesh (2001) e Montreal (2005) consolidaram mecanismos de monitoramento, financiamento e transferência de tecnologia. No entanto, o entusiasmo inicial foi minado por resistências políticas — sobretudo dos Estados Unidos, que se retiraram do protocolo em 2001, e pela lentidão na implementação.

De 2005 a 2009, o debate deslocou-se da ratificação de Kyoto para a busca de um novo acordo global. Bali (2007) apresentou um roteiro promissor, mas Copenhague (2009) tornou-se um símbolo de frustração. A conferência terminou sem um tratado formal e revelou o fosso entre países ricos e pobres: de um lado, os que defendiam metas rigorosas; de outro, os que exigiam recursos e tempo para adaptar suas economias.

Nos anos seguintes, a diplomacia climática buscou reconstruir pontes. Cancún (2010) criou o Fundo Verde para o Clima, e Durban (2011) estabeleceu a meta de negociar um novo acordo até 2015. Esse objetivo culminou em Paris (2015), quando 195 países assinaram o Acordo de Paris — o mais abrangente instrumento climático já pactuado. Diferente de Kyoto, Paris não impôs metas iguais, mas compromissos voluntários, as chamadas Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs), revisáveis a cada cinco anos.

Financiamento climático, reparação de danos

A euforia de Paris, contudo, foi seguida por um período de lentidão e descrédito. Entre 2016 e 2019, as COPs se dedicaram a transformar o texto em prática — Marrakesh (2016), Katowice (2018) e Madri (2019) serviram a esse propósito. Entretanto, a falta de consenso sobre o mercado de carbono e o aumento do ceticismo político em várias nações enfraqueceram os resultados.

A retomada do ímpeto global viria apenas em Glasgow (2021), com o Pacto de Glasgow, que reafirmou a urgência de limitar o aquecimento global a 1,5°C e mencionou pela primeira vez a necessidade de reduzir o uso de carvão — um tabu em décadas anteriores. Ainda assim, as metas anunciadas continuaram insuficientes diante das projeções científicas.

Nos últimos anos, dois temas emergiram com força: o financiamento climático e a reparação por perdas e danos. A COP 27, no Egito (2022), foi um marco nesse sentido, ao criar um fundo específico para apoiar países vulneráveis que sofrem os efeitos diretos da crise climática. Em Dubai (2023), durante a COP 28, as nações realizaram o primeiro “Balanço Global” do Acordo de Paris, reconhecendo que o mundo está distante das metas de redução e que a transição energética precisa incluir, explicitamente, o afastamento dos combustíveis fósseis.

Belém e COP 30: compromissos em ações

A COP 29, em Baku (2024), consolidou o debate sobre financiamento, mas também expôs a persistente desigualdade na contribuição dos países desenvolvidos. Ainda há uma lacuna de centenas de bilhões de dólares entre o prometido e o efetivamente desembolsado.

Diante desse histórico, a COP 30, em Belém, que ocorrerá em novembro de 2025, carrega um simbolismo singular. Será a primeira COP sediada na Amazônia — o maior bioma tropical do planeta, decisivo para o equilíbrio climático global. Mais do que um encontro diplomático, a conferência tem potencial para recolocar o Brasil no centro da agenda ambiental mundial, articulando ciência, povos indígenas e políticas de desenvolvimento sustentável.

Espera-se que Belém se torne o ponto de inflexão entre o discurso e a prática. A expectativa é que a COP 30 avance em três eixos principais: a ampliação e concretização dos fundos de financiamento; a aceleração de planos de transição energética justa; e a valorização dos ecossistemas tropicais como ativos de estabilidade climática.

Se conseguir transformar compromissos em ações verificáveis — reduzindo o desmatamento, fomentando a bioeconomia e integrando justiça social à política climática —, a COP 30 poderá marcar o início de uma nova fase do regime internacional do clima: mais equitativa, pragmática e voltada à sobrevivência compartilhada da Terra.

As 29 COPs: uma longa travessia entre promessas, avanços e frustrações

Desde que a primeira Conferência das Partes (COP) da Convenção do Clima das Nações Unidas se reuniu em Berlim, em 1995, o planeta já passou por quase três décadas de negociações climáticas que alternam avanços, impasses e retrocessos. É uma história de esperanças e frustrações, em que cada cúpula internacional tenta responder a uma pergunta central: como conciliar o desenvolvimento econômico com a sobrevivência do planeta?

As origens: o despertar da consciência (COPs 1 a 6)

Nos anos 1990, o debate climático ainda era incipiente. A COP 1 (Berlim, 1995) inaugurou a era das negociações multilaterais e criou o Mandato de Berlim, que reconheceu a insuficiência das medidas voluntárias e abriu caminho para metas obrigatórias. Na COP 2 (Genebra, 1996), consolidou-se o entendimento de que os países ricos — responsáveis pela maior parte das emissões históricas — precisavam assumir compromissos firmes.

Esse esforço culminou na COP 3 (Kyoto, 1997), com a assinatura do Protocolo de Kyoto, o primeiro tratado global que impôs metas legalmente vinculantes de redução de gases de efeito estufa a países industrializados.

Kyoto foi um marco, mas já nasceu com uma ferida: os Estados Unidos, maior poluidor da época, se recusaram a ratificar o acordo. O entusiasmo inicial foi seguido por uma série de encontros técnicos (COPs 4, 5 e 6) que patinaram em detalhes e revelaram a dificuldade de transformar compromissos políticos em ações concretas.

Consolidação e fragmentação (COPs 7 a 13)

A COP 7 (Marrakesh, 2001) buscou detalhar as regras do Protocolo de Kyoto e garantir mecanismos de mercado — como os créditos de carbono — que pudessem facilitar a adesão de países e empresas. O foco se ampliou na COP 8 (Nova Délhi, 2002) e COP 9 (Milão, 2003), quando emergiram as demandas do Sul Global por adaptação, financiamento e transferência de tecnologia.

A COP 11 (Montreal, 2005) marcou a entrada em vigor de Kyoto, uma vitória política significativa, e lançou o Roteiro de Montreal, que apontava para negociações futuras.

Mas o avanço técnico contrastava com a lentidão prática: enquanto se discutiam metodologias e fundos, as emissões globais continuavam crescendo, impulsionadas pelo consumo e pela expansão industrial de potências emergentes.

O sonho do acordo global (COPs 14 a 16)

O mundo depositou suas maiores esperanças na COP 15 (Copenhague, 2009), que prometia um novo acordo global, mais abrangente e inclusivo que Kyoto. O resultado foi uma grande decepção: os países não conseguiram chegar a consenso e aprovaram apenas o Acordo de Copenhague, um documento sem força jurídica.

O fracasso, porém, trouxe lições. A COP 16 (Cancún, 2010) reagiu com medidas concretas: criou o Fundo Verde para o Clima e consolidou a meta de limitar o aquecimento global a 2°C — um ponto de referência até hoje.

Rumo a Paris: reconstruindo a confiança (COPs 17 a 20)

Entre Durban (2011) e Lima (2014), as COPs voltaram a funcionar como um laboratório político. Em Durban, decidiu-se negociar um novo acordo universal até 2015.

A sequência seguinte — Doha (2012), Varsóvia (2013) e Lima (2014) — tratou de preparar o terreno para esse grande pacto, que viria a ser firmado em Paris.
Foi nesse período que surgiu a noção de “perdas e danos”, isto é, compensações para países mais vulneráveis a desastres climáticos — uma das bandeiras mais antigas do Sul Global.

O grande salto: Acordo de Paris (COP 21, 2015)

A COP 21 (Paris, 2015) representou um divisor de águas. O Acordo de Paris uniu praticamente todas as nações do planeta em torno de um objetivo comum: limitar o aquecimento global a bem menos de 2°C, preferencialmente 1,5°C.

Diferente de Kyoto, as metas passaram a ser voluntárias e nacionais (as chamadas NDCs — Contribuições Nacionalmente Determinadas).

Foi um avanço diplomático notável, mas com uma fragilidade central: a ausência de mecanismos de punição para quem descumprisse as metas.

A era pós-Paris: entre o entusiasmo e o impasse (COPs 22 a 25)

Após Paris, o foco deslocou-se para a implementação. As COPs 22 (Marrakesh, 2016), 23 (Bonn, 2017) e 24 (Katowice, 2018) se concentraram em definir regras e diretrizes.

Katowice aprovou o Livro de Regras do Acordo de Paris, fundamental para tornar o tratado operacional.

Mas a sequência foi interrompida por nova frustração em Madri (2019), onde as negociações sobre o mercado global de carbono naufragaram.

Glasgow e a retomada da urgência (COP 26, 2021)

Após a pandemia, a COP 26 (Glasgow, Escócia) trouxe de volta o senso de urgência climática. O Pacto de Glasgow reforçou a meta de 1,5°C e, pela primeira vez, mencionou explicitamente a necessidade de reduzir o uso do carvão e dos combustíveis fósseis — um tabu quebrado em décadas de negociações.

Ainda assim, os compromissos continuaram insuficientes frente ao ritmo das catástrofes climáticas.

Justiça climática e financiamento (COPs 27 a 29)

As últimas conferências, realizadas no Egito (2022), nos Emirados Árabes (2023) e no Azerbaijão (2024), reforçaram o caráter político e financeiro do debate.
Em Sharm El-Sheikh, criou-se o Fundo de Perdas e Danos, uma vitória histórica para os países mais afetados.

Em Dubai, ocorreu o primeiro Balanço Global do Acordo de Paris, que reconheceu a urgência de “transitar para longe dos combustíveis fósseis”.

E em Baku (2024), a discussão central foi como financiar essa transição, com foco no aumento de recursos para adaptação, mitigação e energia limpa.

O que esperar da COP 30 em Belém

A COP 30 (Belém, novembro de 2025) carrega um peso simbólico e político imenso. Pela primeira vez, uma conferência do clima será realizada no coração da Amazônia, a maior floresta tropical do planeta e um dos principais reguladores do clima global.

Belém será palco não apenas de debates técnicos, mas de uma disputa narrativa: entre o discurso da transição ecológica e a realidade da destruição florestal, da mineração predatória e da pobreza que ainda marca grande parte da região.

O Brasil — que volta a ocupar papel de liderança no debate ambiental — terá a missão de mostrar resultados concretos, especialmente na redução do desmatamento e na promoção de uma bioeconomia sustentável.

Espera-se que a COP 30:

Avance na implementação efetiva do Acordo de Paris, com metas revisadas e mais ambiciosas;

Traga um novo pacto de financiamento que envolva bancos multilaterais e o setor privado;

E, sobretudo, dê voz aos povos da floresta, comunidades indígenas e ribeirinhas que historicamente foram marginalizadas nas negociações globais.

Belém poderá ser lembrada como a COP da Amazônia, aquela que finalmente colocou a natureza viva no centro da política climática mundial — ou, se as promessas não se traduzirem em ação, como mais um capítulo da longa lista de reuniões em que o planeta falou muito e agiu pouco.

Resumo da ópera ambiental:

As 29 COPs mostram que a humanidade já compreendeu a gravidade da crise climática, mas ainda não decidiu enfrentá-la com a urgência necessária.

A COP 30 será, mais do que uma conferência, um teste moral e político: saberemos se o mundo está pronto para transformar compromissos em sobrevivência — e se a Amazônia será tratada como o que realmente é: o coração pulsante do equilíbrio climático da Terra.

English into translation ( tradução para o inglês)

29 COPs – Stories of Progress, Frustration, and Stagnation: fewer speeches, more action

Since the first Conference of the Parties (COP) in Berlin in 1995 to COP 29 in Baku in 2024, the international climate regime has traveled a long road filled with breakthroughs, deadlocks, and moments of outright stagnation. It is one of the most complex multilateral negotiations in modern history, as it involves not only science and the environment but also economics, energy, social justice, and national sovereignty.

The early conferences—from Berlin (1995) to Kyoto (1997)—laid the legal and political foundations of the international climate system. In 1997, the Kyoto Protocol became the first binding milestone, imposing mandatory emission-reduction targets on industrialized nations. Historic though it was, the agreement contained an imbalance: it left out developing countries such as China, India, and Brazil, whose emissions would grow exponentially in the following decades.

Between 1998 and 2004, the COPs focused on turning Kyoto’s text into practice. Buenos Aires (1998), Marrakesh (2001), and Montreal (2005) consolidated mechanisms for monitoring, financing, and technology transfer. However, political resistance—especially from the United States, which withdrew from the Protocol in 2001—and slow implementation eroded the initial enthusiasm.

From 2005 to 2009, the debate shifted from ratifying Kyoto to seeking a new global agreement. Bali (2007) offered a promising roadmap, but Copenhagen (2009) became a symbol of frustration. The conference ended without a formal treaty and exposed the rift between rich and poor nations: on one side, those pushing for strict targets; on the other, those demanding resources and time to adapt their economies.

In the years that followed, climate diplomacy sought to rebuild bridges. Cancún (2010) created the Green Climate Fund, and Durban (2011) set the goal of negotiating a new agreement by 2015. That effort culminated in Paris (2015), when 195 countries signed the Paris Agreement — the most comprehensive climate instrument ever adopted. Unlike Kyoto, Paris did not impose uniform targets but relied on voluntary pledges, the so-called Nationally Determined Contributions (NDCs), to be reviewed every five years.

Climate finance and loss-and-damage reparations

The euphoria of Paris, however, was followed by a period of stagnation and skepticism. Between 2016 and 2019, COPs focused on turning the text into practice — Marrakesh (2016), Katowice (2018), and Madrid (2019) served that purpose. Yet, the lack of consensus over carbon markets and growing political skepticism in several countries weakened the results.

Global momentum was only regained in Glasgow (2021), with the Glasgow Climate Pact, which reaffirmed the urgency of limiting global warming to 1.5°C and, for the first time, explicitly called for reducing coal use — a taboo in previous decades. Still, the announced targets remained insufficient in light of scientific projections.

In recent years, two themes have gained prominence: climate finance and loss-and-damage reparations. COP 27 in Egypt (2022) was a milestone, creating a dedicated fund to support vulnerable nations suffering the direct effects of climate change. In Dubai (2023), during COP 28, countries conducted the first Global Stocktake under the Paris Agreement, recognizing that the world is far from meeting reduction targets and that the energy transition must explicitly include moving away from fossil fuels.

Belém and COP 30: turning commitments into action

COP 29 in Baku (2024) consolidated the financing debate but also revealed the persistent inequality in contributions from developed nations. There remains a gap of hundreds of billions of dollars between what has been pledged and what has actually been delivered.

Given this history, COP 30 in Belém — to be held in November 2025 — carries unique symbolism. It will be the first COP hosted in the Amazon, the largest tropical biome on the planet and vital to global climate balance. More than just a diplomatic gathering, the conference has the potential to reposition Brazil at the heart of the global environmental agenda, uniting science, Indigenous peoples, and sustainable development policies.

Belém is expected to become the turning point between rhetoric and action. The COP 30 agenda is likely to focus on three key pillars: expanding and materializing climate finance; accelerating plans for a just energy transition; and valuing tropical ecosystems as assets for climate stability.

If it succeeds in turning commitments into verifiable actions—reducing deforestation, fostering the bioeconomy, and integrating social justice into climate policy—COP 30 may mark the beginning of a new phase in the international climate regime: one that is fairer, more pragmatic, and centered on the shared survival of life on Earth.

The 29 COPs: A Long Journey of Promises, Progress, and Frustration

Since the first UN Climate Conference (COP 1) convened in Berlin in 1995, the planet has witnessed nearly three decades of climate negotiations alternating between advances, stalemates, and setbacks. It is a story of hope and frustration, in which each summit has tried to answer a central question: how to reconcile economic development with the planet’s survival?

The origins: awakening of consciousness (COPs 1–6)

In the 1990s, climate debate was still in its infancy. COP 1 (Berlin, 1995) inaugurated the era of multilateral negotiations and created the Berlin Mandate, which recognized the inadequacy of voluntary measures and paved the way for binding targets. At COP 2 (Geneva, 1996), countries agreed that industrialized nations — responsible for the bulk of historical emissions — needed to take firm commitments.

This effort culminated in COP 3 (Kyoto, 1997), with the signing of the Kyoto Protocol, the first global treaty imposing legally binding greenhouse gas reduction targets on developed countries.

Kyoto was a landmark but was born wounded: the United States, then the world’s biggest polluter, refused to ratify it. The initial enthusiasm was followed by technical meetings (COPs 4, 5, and 6) that bogged down in details, revealing how difficult it was to turn political commitments into concrete action.

Consolidation and fragmentation (COPs 7–13)

COP 7 (Marrakesh, 2001) sought to detail Kyoto’s rules and establish market mechanisms — such as carbon credits — to facilitate participation by countries and companies. The agenda expanded in COP 8 (New Delhi, 2002) and COP 9 (Milan, 2003), as the Global South began demanding adaptation funds, financing, and technology transfer.

COP 11 (Montreal, 2005) marked Kyoto’s entry into force, a significant political victory, and launched the Montreal Action Plan, outlining future negotiations.

But technical progress contrasted with practical inertia: while methodologies and funds were debated, global emissions continued to rise, driven by consumption and the industrial expansion of emerging powers.

The dream of a global deal (COPs 14–16)

The world pinned its hopes on COP 15 (Copenhagen, 2009), which promised a broader, more inclusive global agreement than Kyoto. The result was a major disappointment: countries failed to reach consensus, approving only the Copenhagen Accord, a non-binding document.

Yet the failure offered lessons. COP 16 (Cancún, 2010) responded with concrete measures: it created the Green Climate Fund and solidified the goal of limiting warming to 2°C — a benchmark still used today.

Toward Paris: rebuilding trust (COPs 17–20)

Between Durban (2011) and Lima (2014), COPs became a political laboratory. Durban decided to negotiate a new universal agreement by 2015. The following sequence — Doha (2012), Warsaw (2013), and Lima (2014) — prepared the ground for the grand pact that would emerge in Paris.

It was during this period that the concept of “loss and damage” arose — compensation for the countries most vulnerable to climate disasters — a long-standing demand of the Global South.

The great leap: the Paris Agreement (COP 21, 2015)

COP 21 (Paris, 2015) was a watershed moment. The Paris Agreement united virtually every nation on Earth around a common goal: to limit global warming to well below 2°C, preferably 1.5°C.

Unlike Kyoto, the targets became voluntary and nationally determined (the NDCs — Nationally Determined Contributions).

It was a remarkable diplomatic achievement, yet with one central weakness: the absence of enforcement mechanisms for those who fail to meet their pledges.

The post-Paris era: between enthusiasm and impasse (COPs 22–25)

After Paris, the focus turned to implementation. COPs 22 (Marrakesh, 2016), 23 (Bonn, 2017), and 24 (Katowice, 2018) defined operational rules and guidelines.

Katowice approved the Paris Rulebook — a key step in making the agreement functional.

But the sequence was again interrupted by frustration in Madrid (2019), where negotiations on global carbon markets collapsed.

Glasgow and the return of urgency (COP 26, 2021)

After the pandemic, COP 26 (Glasgow, Scotland) revived the sense of urgency. The Glasgow Climate Pact reinforced the 1.5°C goal and, for the first time, explicitly called for reducing coal and fossil fuels — breaking a decades-old taboo.

Still, the pledges remained far below what science demanded.

Climate justice and finance (COPs 27–29)

The last conferences, held in Egypt (2022), the United Arab Emirates (2023), and Azerbaijan (2024), emphasized the political and financial dimensions of the crisis.

In Sharm El-Sheikh, the Loss and Damage Fund was created — a historic victory for the most affected nations.

In Dubai, the first Global Stocktake of the Paris Agreement took place, acknowledging the need to “transition away from fossil fuels.”

And in Baku (2024), the central issue became how to finance that transition, with a focus on increasing funds for adaptation, mitigation, and clean energy.

What to expect from COP 30 in Belém

COP 30 (Belém, November 2025) carries immense symbolic and political weight. For the first time, a climate conference will be held in the heart of the Amazon — the largest tropical forest on the planet and a critical regulator of global climate.

Belém will host not only technical debates but also a narrative battle: between the rhetoric of ecological transition and the reality of deforestation, predatory mining, and poverty that still affects much of the region.

Brazil — reclaiming a leadership role in the environmental debate — will be tasked with showing concrete results, especially in reducing deforestation and promoting a sustainable bioeconomy.

Expectations for COP 30 include:

Advancing the effective implementation of the Paris Agreement, with more ambitious, updated targets;

Establishing a new financing pact involving multilateral banks and the private sector;

And, above all, amplifying the voices of forest peoples, Indigenous communities, and riverine populations historically marginalized in global negotiations.

Belém could be remembered as the Amazon COP — the one that finally placed living nature at the center of global climate politics — or, if promises fail to translate into action, as yet another chapter in the long list of meetings where the world talked much and did little.

The moral of the environmental story

The 29 COPs show that humanity already understands the gravity of the climate crisis — but still hasn’t decided to confront it with the urgency it demands.

COP 30 will be more than just another conference. It will be a moral and political test: to determine whether the world is ready to transform commitments into survival — and whether the Amazon will be treated for what it truly is — the beating heart of Earth’s climate balance.

Text and research by journalist Carlos Mendes. Article translated into English.

Tags: 29 COPSDestaquefrustrações e estagnaçãoHistória de avançosmenos discursos e mais ações
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